<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100</id><updated>2011-10-09T03:37:58.222-04:00</updated><category term='Sonhos'/><category term='Partidas'/><category term='Devaneios'/><category term='Cinema mudo'/><category term='Cenas Noturnas'/><category term='Reflexões; Episódios'/><category term='rondonia'/><category term='museu'/><category term='Finitude'/><category term='Debates'/><category term='Críticas'/><category term='Hai-Kai'/><category term='Episódios'/><category term='2010'/><category term='retrospectiva'/><category term='Amor'/><category term='Alimento'/><category term='Prosa de guardanapo'/><category term='tribuna do povo'/><category term='Receitas'/><category term='Bailes'/><category term='Reflexões; Uniban; fascismo; Universidade; Crônicas'/><category term='Autoreferencias'/><category term='Sambas'/><category term='Amigo Urso'/><category term='Elas'/><category term='Reflexões'/><category term='Imagens'/><category term='Pretensões'/><category term='Poemas'/><category term='memorias'/><category term='Prosa'/><category term='Cotidiano'/><category term='Clipes'/><category term='Távola dos melancólicos'/><title type='text'>Botequim de Barnabás.</title><subtitle type='html'>Sambinhas, receitas, soluções para os dilemas básicos do universo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>58</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-2524992065554900545</id><published>2011-10-09T03:27:00.000-04:00</published><updated>2011-10-09T03:37:58.230-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Why So Serious?</title><content type='html'>Nos últimos dias, a proximidade dos dia da Criança gerou uma campanha no Facebook, convidando os usuários a trocar a foto do perfil por uma imagem de um desenho animado da infância, para gerar consciência a respeito da violência infantil. Em 24 horas, 100.000 usuários do Facebook mudara sua foto do perfil como proposto. Na sequência da campanha bem sucedida, iniciativa do blog&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.insoonia.com/"&gt;Insoonia&lt;/a&gt;, começaram a aparecer diversas críticas: modinha, farsa, hipocrisia, ingenuidade, vergonha, hipocrisia entre outros adjetivos usados e foi enfatizado pelos críticos a inutilidade da campanha, a decepção com as manifestações online da geração atual geração e como um protesto de verdade deve ser feito nas ruas para alcançar resultados efetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico admirado como algumas pessoas levam tudo ás últimas consequências nas redes sociais. Imagino que para elas a convivência social online seja em muitos momentos um insuportável pesadelo, e me intriga saber porque elas se sujeitam a um ambiente que lhes causa tanto desgosto por fazer parte da humanidade. Um simples protesto simbólico vira uma afronta, a visão de vários usuários mudando para desenhos animados causa náuseas e a pessoa se sente no dever de alertar a todos que aquele não é o caminho, que há coisas melhores a se fazer, como se testemunhasse todos os amigos e vizinhos se convertendo a um sombrio culto de fanáticos, ou quem sabe, presenciando impotente à&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Invasion_of_the_Body_Snatchers"&gt;Invasão dos Ladrões de Corpos&lt;/a&gt;, versão online.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre nessas críticas um grave nivelamento por baixo do senso crítico dos usuários de redes sociais. Como se todos que participam da brincadeira não soubessem &amp;nbsp;que ela ocorre exclusivamente online, restrita ainda ao Facebook e ao Twitter, principalmente. Pior, pressupõem que as pessoas não sabem a diferença entre o online e o offline, ou seja entre o que existe somente na tela do computador e o mundo real fora dela. Como se as redes sociais fossem um oceano de gente fútil e superficial onde raras pessoas profundas, inteligentes e sérias existissem. Claro que essas pessoas profundas e conscientes são os críticos da "modinha" dos desenhos animados. Agora quem será que não está entendendo o significado do conceito de simbólico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que os indignados críticos não conseguiram entrar no espírito da brincadeira. A campanha aparentemente não conseguiu chamar a atenção das crianças que eles já foram, mas sim dos adultos sérios e responsáveis que eles são. Fico imaginando se eles fossem convidados a brincar de roda em uma praça pública, para chamar a atenção contra a violência &amp;nbsp;infantil, demonstrariam o mesmo&amp;nbsp;desdém&amp;nbsp;ou ficariam discutindo com os participantes sobre como aquele ato é inútil e ridículo e não muda nada a cruel realidade da violência infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas porém sabem que uma campanha não muda a realidade da noite pro dia. Ninguém promove uma campanha ou protesto acreditando que dele virá a solução definitiva dos problemas abordados. Iniciativas como são tentativas de conscientização. Se algumas pessoas pararem para refletir, já terá sido melhor do que nada fazer.&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;Será isso idealismo demais? Sei que o ato de parar pra fazer algo simples, mas não habitual, como trocar a foto do perfil, me fez procurar na lembrança qual era um dos desenhos mais antigos que eu gostava de assistir quando criança. Descobri mais sobre o título do qual só me lembrava o nome e comparei isso com as impressões que o desenho me causava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais importante é que fazendo isso me lembrei do fora ser criança. Me senti novamente na infância. Será que conseguir se colocar no lugar de uma criança, mesmo esta sendo aquela que você já foi um dia, não tem nenhum efeito na conscientização contra a violência infantil? E um efeito mesmo que pequeno deve ser desprezado? Mas mais importante, você ainda consegue brincar um pouco, sem compromisso e entregue á brincadeira como quando você era criança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotos trocadas de perfil são uma brincadeira e se você não quer participar, tudo bem, não precisa se sentir pressionado pela massa ignara. Fazer algo obrigado é justamente contra o espírito da coisa. Não leve a coisa tão á ferro e fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let's put a smile on that face!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-2524992065554900545?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/2524992065554900545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=2524992065554900545' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/2524992065554900545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/2524992065554900545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2011/10/why-so-serious.html' title='Why So Serious?'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-2420786688059785050</id><published>2011-03-14T10:30:00.008-04:00</published><updated>2011-03-14T10:30:03.111-04:00</updated><title type='text'>Guia para o futuro Professor do Projeto Ribeirinho</title><content type='html'>&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="primeira-linha-recuada-western"&gt;Para poupar tempo aos novos professores que estão entrando no projeto e dar uma ideia do que fará parte de seu novo cotidiano. E em honra ás listas e todas as histórias que podem ser contadas pelo que consta nelas.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Lista de material básico (fora a cesta básica):&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Rede&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Pasta   de dentes&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Escova   de dentes&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Fio   dental&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Sabonete&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Shampoo   ( recomenda-se shampoo-condicionador )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Desodorante&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Perfume&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Bloqueador   Solar&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Repelente&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Produto   para descontaminar a água ( na falta ferver )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Comprimidos   anti- térmicos&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Comprimidos   para dor de cabeça&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Pomada   para micoses&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Óleo   de Andiroba (para feridas, e pruridos)&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Soro   fisiológico&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Remédio   para a flora intestinal ( em caso de diarreia )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Remédio   para diminuir diarreias ( em caso de diarreias )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Anti-alérgico   ( para pessoas alérgicas )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Anti-depressivo&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Anti-convulsionante&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Gel   para contusões&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Pomada   para picadas de insetos&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Papel   higiênico&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Tesoura&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Cortador   de unhas&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Pinça&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Agulha   e linha&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Gaze   e esparadrapos&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Band-aid     &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Camisas   sem manga&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Bermudas   de tecido leve&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Panelas   ( quantas forem necessárias para preparar uma refeição básica )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Chaleira&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Leiteira&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Copos   e canecas em quantidade suficiente&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Talheres&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Talheres   para preparar a comida&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Pratos&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Garrafa   térmica para o café&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Garrafa   térmica para a água&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Jarra   para fazer suco&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Panos   de prato&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Esponja&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Detergente   ou sabão em barra&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Palha   de aço&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Potes   plásticos para guardar bolachas ou outros materiais perecíveis (   recomenda-se no mínimo quatro, de tamanhos diferentes )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Fósforos&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ventilador&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Lanterna&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Pilhas   ( recarregáveis de preferência )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Isqueiro&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Álcool   90&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Gasolina   ( sessenta Litros )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;1   litro de óleo para motores de Dois Tempos&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Kit reparos:&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Chave   de fenda&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Chave   de Boca&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Chaves   Allen&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Chave   teste&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Torquesa&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Martelo&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Pregos,   porcas, parafusos e buchas&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Furadeira&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Canivete&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Serra   de arco&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Serras   sobressalentes&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Bisnaga   de cola para cano&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Joelhos,   juntas, encaixes variados ( no mínimo três de cada )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Canos   de diferentes espessuras ( no mínimo dois metros de cada )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Torneiras,   registros e válvulas sobressalentes ( no mínimo três de cada )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Fita   veda Rosca ( dois rolos no mínimo )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Tomadas   e espelhos de tomada de tipos variados ( no mínimo quatro de cada   )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Plugues   de tomada de tipos variados ( no mínimo quatro de cada )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Fio   elétrico de três espessuras diferentes ( mínimo de quatro metros   de cada )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Fita   isolante preta ( mínimo de dois rolos )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Alicate&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Dimmers   sobressalentes ( mínimo quatro )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Durepox&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Fonte   de computador sobressalente ( mínimo duas, uma ATX e outra a   compatível com modelos AT )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Lâmpadas   ( mínimo cinco )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Kit telefonia ( Caso você queira telefonar ):&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Terminal   de telefone com jacarés ( próprio para conexão mais rápida)&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Conjunto   chaves mestras para abrir equipamentos de telefonia&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Clippers   e peças sobressalentes diversas ( próprias para rádios da   operadora Oi )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Fio   telefônico (dois metros no mínimo )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Placa   padrão de orelhão da Oi-Brasil Telecom sobressalente&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Manual   para reprogramação de placa de orelhão&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Manual   de configuração de rádio da Operadora Oi Brasil Telecom&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Manual   de eletrônica básica&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="corpo-de-texto-recuado-western"&gt;Habilidades e  cursos requeridos de um futuro professor do Projeto Ribeirinho&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="corpo-de-texto-recuado-western"&gt;( Além da respectiva formação acadêmica na respectiva área de ensino ):&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="corpo-de-texto-recuado-western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="corpo-de-texto-recuado-western"&gt;Noções   de primeiros socorros&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="corpo-de-texto-recuado-western"&gt;Psicologia   comportamental&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="corpo-de-texto-recuado-western"&gt;Levantamento   de peso&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="corpo-de-texto-recuado-western"&gt;Massagem   lombar terapêutica    &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="corpo-de-texto-recuado-western"&gt;Natação&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="corpo-de-texto-recuado-western"&gt;Eletricista&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="corpo-de-texto-recuado-western"&gt;Encanador&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="corpo-de-texto-recuado-western"&gt;Contabilidade&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="corpo-de-texto-recuado-western"&gt;Pilotagem   de barcos ( emergências acontecem. )&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="corpo-de-texto-recuado-western"&gt;Negociação&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="corpo-de-texto-recuado-western"&gt;Ouvidos   Moucos para fofoca. ( Não ensinada na academia. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-2420786688059785050?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://conduite.blogspot.com/lista-projeto' title='Guia para o futuro Professor do Projeto Ribeirinho'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/2420786688059785050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=2420786688059785050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/2420786688059785050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/2420786688059785050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2011/03/guia-para-o-futuro-professor-do-projeto.html' title='Guia para o futuro Professor do Projeto Ribeirinho'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-8585607448254326237</id><published>2011-03-13T16:39:00.000-04:00</published><updated>2011-03-13T16:39:06.897-04:00</updated><title type='text'>Botequim de Barnabás.: Meu Ano Novo</title><content type='html'>&lt;a href="http://conduite.blogspot.com/2011/03/meu-ano-novo.html"&gt;Botequim de Barnabás.: Meu Ano Novo&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-8585607448254326237?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://conduite.blogspot.com/2011/03/meu-ano-novo.html' title='Botequim de Barnabás.: Meu Ano Novo'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/8585607448254326237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=8585607448254326237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/8585607448254326237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/8585607448254326237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2011/03/botequim-de-barnabas-meu-ano-novo.html' title='Botequim de Barnabás.: Meu Ano Novo'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-1093077295216963580</id><published>2011-03-13T16:38:00.000-04:00</published><updated>2011-03-13T16:38:26.199-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='retrospectiva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rondonia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memorias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Meu Ano Novo</title><content type='html'>&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="primeira-linha-recuada-western"&gt;Tentei mas não fiz uma retrospectiva de 2010. Era o último dia do ano. 2011 já passa do carnaval. Então recordo: o que foi 2010 para mim?&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="primeira-linha-recuada-western"&gt;Virei o ano um tanto amargo. Expectativas frustradas, desencontros, ilusões. Roteiros batidos tantas vezes executados ao longo da vida. Me deixei levar pela indolência dos desterrados, pelo cotidiano transcorrendo entre o meditativo e o melancólico. Mas não por muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="primeira-linha-recuada-western"&gt;Conhecia uma moça a tempo,da rede de computadores. Ela veio me encontrar pessoalmente em finais de Janeiro. E minha vida mudou graças a esse encontro. Conversamos muito mais nos meses seguintes e comprei uma passagem em suaves prestações. Após quase 12 anos no Desterro, mais conhecida na mídia como Floripa, mudei de capital. Fui para Porto Velho, Rondônia.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="primeira-linha-recuada-western"&gt;Partida de Curitiba, escala em Cuiabá. Em poucas horas, lá estava eu. Hotel barato, quarto quente com um ventilador velho e sujo. Depois conheci Candeias do Jamari e um surreal hotel de beira de estrada.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="primeira-linha-recuada-western"&gt;Passei frio em PVH na primeira semana na casa da futura noiva, dormindo na rede na área de serviço. E foram as mais baixas temperaturas desde então. Morei em uma quitinete térrea, com exterior de cadeia e banhada pela poeira vermelha da esquina movimentada. Do sul ao norte do país, morando em uma rua de areia ou terra.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="primeira-linha-recuada-western"&gt;Fiz concursos para professor. Não passei em um, tive mais sorte no da prefeitura de PVH. Virei professor do ensino fundamental II, na zona rural, especificamente do Projeto Ribeirinho. No Projeto os professores descem o Rio Madeira e passam quinze dias nas comunidades ribeirinhas dando aula e depois retornam para Porto Velho  e passam mais quatorze dias na capital, pois um é para a reunião de pessoal. Entrei nessa rotina em Julho.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="primeira-linha-recuada-western"&gt;Passei os meses seguintes conhecendo uma comunidade do baixo Madeira, a cultura ribeirinha, a simpatia dos ribeirinhos, as belezas da natureza local e os horrores da realidade educacional do município. Meu quarto-sala alagou pelo ralo do banheiro, fui embora. Ensaiei alunas para apresentações de dança, observei de perto os grandes jacarés do Lago Cuniã, acompanhei o campeonato local de futebol e presidi a mesa. Testemunhei o período eleitoral e vi o fundamentalismo cristão mostrar a face rançosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="primeira-linha-recuada-western"&gt;Pedi em noivado a moça que me trouxe pra Rondônia. Levei ela para conhecer a comunidade em que trabalhei. Distendi a coluna de tanto carregar bagagem pras localidades. Terminei o ano letivo indo fechar matérias de 2009 na comunidade de Demarcação, sem telefone nem internet, mas com tevê Globo. Tomei muito banho de cuia. Terminei o ano quase saindo do Projeto, mas permaneci. Passei o ano novo com a família e apresentei a noiva. Mostrei a ela a lendária capital do país e artefatos diversos do meu passado. Brindamos ao futuro. Voltamos a Rondônia, marcamos o casamento, o cartório quase atrasa nosso processo, os preparativos se atropelam mas afinal, casamos em pleno carnaval, com direito a samba de bloco pra saudar a entrada da noiva. Meu 2010 se encerra agora e 2011 começa oficialmente após o carnaval, como é tradição da pátria. Mudei. Girei cento e oitenta graus e sacudi a falta de perspectivas. Já era hora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-1093077295216963580?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://conduite.com/meu2010' title='Meu Ano Novo'/><link rel='enclosure' type='' href='http://conduite.com/meu2010' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/1093077295216963580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=1093077295216963580' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/1093077295216963580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/1093077295216963580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2011/03/meu-ano-novo.html' title='Meu Ano Novo'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-8889742568655704125</id><published>2010-10-08T01:58:00.001-04:00</published><updated>2010-10-08T01:58:45.181-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memorias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='museu'/><title type='text'>Museu Vivo na minha Memória Candanga</title><content type='html'>     &lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p style='text-align: justify; '&gt;	Lendo sobre uma apresentação do &lt;a target='_blank' href='http://www.facebook.com/profile.php?id=1755838335'&gt;Esquadrão da Vida &lt;/a&gt; no &lt;a target='_blank' href='http://www.sc.df.gov.br/?sessao=conteudo&amp;amp;idSecao=100&amp;amp;titulo=MUSEU-VIVO-DA-MEMORIA-CANDANGA'&gt;Museu Vivo da Memória Candanga&lt;/a&gt; recordei do tempo em que participai do Grupo de teatro e das muitas tardes que passei por lá. Era longe de casa. Morando em um extremo de Brasília, precisava pegar um ônibus até a Rodoviária e de lá, outro para o Núcleo Bandeirante ou Candangolândia, para chegar. Era eu e o &lt;a target='_blank' href='http://www.facebook.com/profile.php?id=100000741546755'&gt;Aluísio&lt;/a&gt; indo de lotação na maioria das vezes, nos dois percursos, porque era mais rápido que ônibus com regularidade entre trinta a quarenta minutos. E até hoje desconfio que continue sendo. Quando era possível, pegávamos carona.&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify; '&gt;	As lembranças desse período intensamente teatral entre meus dezenove para vinte anos são um mapa. A parada de ônibus lotada na chegada e na saída. A concessionária de automóveis brilhante contrastando com a entrada humilde do Museu. A guarita e suas solicitações. Uma estrada asfaltada a pé. Casas coloridas em uma rua como um parque temático vazio. Oficinas distantes umas das outras onde equipamentos funcionavam em horários  diferentes do nosso e trabalhadores invisíveis deixavam sobras de material como  único indício de sua existência. O prédio onde ensaiávamos, com platéia e palco. A área externa entre um prédio e outro onde treinamos acrobacias. Lá após muito custo dei minha primeiro e única virada completa, quase bem sucedida não fosse minha testa. Apesar de ter sido só um acidente cênico do meu ponto de vista, pois não me machuquei de verdade, fui colocado em repouso, mas tinha certeza que podia tentar de novo. Um padrão no piso da área copiado na contra capa do caderno, a planta de um cenário esperando uso. Um ensaio do lado de fora, embaixo das árvores, onde Ary tocava uma música de andamento complicado e explicava  o porquê disso. O escritório administrativo no meio das casas coloridas, na rua de quase de brinquedo, onde de vez em quando íamos solicitar alguma coisa. As mangueiras carregadas, forravam o chão debaixo delas. Onde em um momento de folga sentar para chupar mangas com uma colega e um funcionário do Museu, encontrando na distração alheia um erotismo ancestral e pueril.&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify; '&gt;	Tudo no Museu era transitório mas permanente. Um lugar fora do tempo, difícil de alcançar e cansativo para sair. Uma cidade interiorana para habitar, uma ilha de quietude cercada de trânsito. Na volta íamos retornando ao ritmo frenético da cidade e na rodoviária de Brasília eu e Aluísio tínhamos nossa pausa para o lanche. Comíamos na clássica pastelaria Viçosa. Semana após semana. Numa delas a fritura e o caldo de cana cobraram seu preço em abundante desinteria, mas após uma pausa na dieta voltamos com um ritmo mais comedido. Quando chegávamos em casa após o segundo ônibus, o ensaio acrobático virava prática. Eu não tinha chave de casa e por algum motivo estranho nem uma cópia. Chegávamos muito antes dos meus pais voltarem do trabalho. Nosso primeiro desafio era a cerca de ferro e seus espigões metálicos. Fácil graças ao muro do vizinho. Depois entrar na casa. Espetos de churrasco viravam gazuas, pinças desajeitadas para chaves distantes acaso esquecidas. Ou fazer Aluísio passar pela pequena janela redonda da sala, ir segurando seus pés enquanto ele deslizava pela parede interna para uma perfeita cambalhota em um espaço exíguo, já avisado para não acertar a mesa com tampos de vidro. O Museu era pura aventura. Temperado com uma missão secreta e sorrateira entre labirintos da papelada, pois o espetáculo não parava.&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify; '&gt;	Parou um um dia para eu descer do barco. Já passava de um ano com o grupo, tempo que estipulei pra mim antes de embarcar, como o daquela jornada. O anúncio da partida quase não saiu da minha boca, instantes antes de falar o tempo congelara. Foi triste o ensaio interrompido. Não parti de vez mas ali no Museu disse adeus. Fui embora do Esquadrão e o Museu ali ficou, vivo na minha lembrança.&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify; '&gt;	E até hoje está comigo. O lugar e tudo que deu significado a ele me acompanha por onde vou. Um museu onde a história é imaterial mas concreta porque estive lá, percorri seus caminhos e provei o eterno criado nas ruas e calçadas. Onde mitos nascem entre poeira, pés e canção.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-8889742568655704125?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/8889742568655704125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=8889742568655704125' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/8889742568655704125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/8889742568655704125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2010/10/museu-vivo-na-minha-memoria-candanga.html' title='Museu Vivo na minha Memória Candanga'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-645223952027767587</id><published>2010-01-04T11:12:00.001-04:00</published><updated>2010-01-04T11:12:50.653-04:00</updated><title type='text'>Scientists say dolphins should be treated as 'non-human persons'</title><content type='html'>&lt;div class="posterous_bookmarklet_entry"&gt; &lt;img src="http://posterous.com/getfile/files.posterous.com/betatron/lqHGjxIgtupizuqGCHEvtCIGIaubpyifjbenrDecErxcJqnkiGhafECIpaIh/media_httpwwwtimesonl_jBciy.jpg.scaled500.jpg" width="385" height="185"/&gt; &lt;div class="posterous_quote_citation"&gt;via &lt;a href="http://www.timesonline.co.uk/tol/news/science/article6973994.ece#cid=OTC-RSS&amp;amp;attr=797084"&gt;timesonline.co.uk&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.timesonline.co.uk/tol/news/science/article6973994.ece#cid"&gt;http://www.timesonline.co.uk/tol/news/science/article6973994.ece#cid&lt;/a&gt;=OTC-RSS&amp;attr=797084 &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quem sabe  a humanidade ainda aprende a interagir com o planeta de uma maneira mais humana.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="font-size: 10px;"&gt; &lt;a href="http://posterous.com"&gt;Posted via web&lt;/a&gt;  from &lt;a href="http://betatron.posterous.com/scientists-say-dolphins-should-be-treated-as-2"&gt;betatron's posterous&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-645223952027767587?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/645223952027767587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=645223952027767587' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/645223952027767587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/645223952027767587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2010/01/scientists-say-dolphins-should-be.html' title='Scientists say dolphins should be treated as &amp;#39;non-human persons&amp;#39;'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-6488120710975447969</id><published>2010-01-04T11:00:00.001-04:00</published><updated>2010-01-04T11:00:41.856-04:00</updated><title type='text'>Saving Time: Ten Trippy Time Capsules</title><content type='html'>&lt;div class="posterous_bookmarklet_entry"&gt; &lt;img src="http://posterous.com/getfile/files.posterous.com/betatron/ncwocoJDnIqEmrABicojmxpxayhvqlCpqiFgfJmwkhEqrhDbevqDqyoHhmBC/media_httpweburbanist_Igkgy.jpg.scaled500.jpg" width="468" height="625"/&gt; &lt;div class="posterous_quote_citation"&gt;via &lt;a href="http://weburbanist.com/2010/01/03/saving-time-ten-trippy-time-capsules/"&gt;weburbanist.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;What about a time capsule for living people? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Or a web time capsule? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;We are possibly contaminating the future with our memes. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Meme virus packed for the future.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="font-size: 10px;"&gt; &lt;a href="http://posterous.com"&gt;Posted via web&lt;/a&gt;  from &lt;a href="http://betatron.posterous.com/saving-time-ten-trippy-time-capsules"&gt;betatron's posterous&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-6488120710975447969?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/6488120710975447969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=6488120710975447969' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/6488120710975447969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/6488120710975447969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2010/01/saving-time-ten-trippy-time-capsules.html' title='Saving Time: Ten Trippy Time Capsules'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-5745230014775661713</id><published>2009-12-28T02:33:00.000-04:00</published><updated>2009-12-28T02:33:42.177-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Domingo quase no fim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje saí pra beber umas com uma colega de faculdade e companheira de décadas, visto que temos praticamente a mesma idade. Botamos o papo em dia enquanto ela esperava pra buscar o namorado na rodoviária. Um bom momento em que a plaquinha do msn dá lugar a pessoas com substância. Recordamos entre tantas coisas os estereótipos da vida social universitária. Ela tinha fama de "pistoleira". Não merecida, a bem da verdade. Ela até gostaria de ter se esbaldado de afeto e sexualidade na proporção que lhe atribuíam, mas sua vida sentimental seguira um rumo mais tranqüilo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque suas colegas de curso lhe impuseram&amp;nbsp; á boca pequena tal desdém moral?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejamos, moça bonita, de bem com a vida, feliz, na dela, independente. Alheia á jogo psicológico, ao teatro de sombras moral através onde um pequeno grupo negociava seus afetos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para ser diferente, basta ser você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Machismo fundamentalista na boca de mulher é triste. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu também gostaria de ter sido tão promíscuo como chegaram a pensar anos atrás, existir no presente como um herbário de hepatites, e a cada falência renal recordar&amp;nbsp; o semblante de uma beldade envolto na nuvem sinestésica de seus aromas e vocalizações, enquanto conjeturava se a enfermeira teria me dado bola nos tempos em que meu sorriso não estava mascarado pela herpes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer dizer, se eu tivesse a imunidade dramática de um personagem de ficção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É bom viver com o que se tem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você vive e os personagens vão ficando pra trás.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-5745230014775661713?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/5745230014775661713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=5745230014775661713' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5745230014775661713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5745230014775661713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2009/12/domingo-quase-no-fim.html' title='Domingo quase no fim'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-1633915246686782696</id><published>2009-12-22T22:29:00.001-04:00</published><updated>2009-12-22T22:44:44.999-04:00</updated><title type='text'>Maior do que cabe no peito</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PMj2kr2hTQw/SzF_6tFr8cI/AAAAAAAAAEE/k3L9UQswhP0/s1600-h/moon+model+1908.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_PMj2kr2hTQw/SzF_6tFr8cI/AAAAAAAAAEE/k3L9UQswhP0/s640/moon+model+1908.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoBodyText" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No início era uma sala imponente na amplidão de seu pé direito, vazia e solene como uma igreja. Então surgiu um ponto na parede e terminou a sentença. Enquanto a sala refletia sobre o provérbio do ângulo e do volume, o ponto ficou quieto, invisível. E quieto sentia. E sensível pensava, buscando a luz, pois o reflexo ilude a solidão. O ponto cresceu, inchou espelhando-se selene na sala, deitando sobre todos sua órbita cinéria, cuja cegueira ciclópica refulgia em fases as marés ocultas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhava para aquele guarda, um sorriso lunático talvez oculto atrás dos bigodes e pensava no inverno de sua metáfora, vigiando a inconstância infiltrada na casa da razão. O modelo minucioso do único esporo do ignoto fungo argênteo sobre nossas cabeças. A derradeira abstração antes do caos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando seu turno acabava e ele ia pra casa, em um suspiro ele escutava as marés no peito e lembrava da certeza de que bastava um dia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VrfFn4pc5Fk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/VrfFn4pc5Fk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-1633915246686782696?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/1633915246686782696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=1633915246686782696' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/1633915246686782696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/1633915246686782696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2009/12/hreffilec5cdocume7e15cadmini7e15cconfig.html' title='Maior do que cabe no peito'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PMj2kr2hTQw/SzF_6tFr8cI/AAAAAAAAAEE/k3L9UQswhP0/s72-c/moon+model+1908.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-7489921163102104089</id><published>2009-12-15T00:32:00.000-04:00</published><updated>2009-12-15T00:35:42.425-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sonhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Arquitetura do Assombro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um grande saguão de hotel, colunas romanas, alto como um templo, um culto ao conforto em mármore branco e amarelo, losangos esquecidos no limite obscurecido dos aposentos cujos volumes desaparecem na distância. Uma grande piscina quadrada, cheia de pessoas como um balneário artificial. E lá no alto, filtrando a luz, outra piscina com um fundo de grandes quadrados de vidro, através dos quais vejo as pessoas nadarem escuras, debaixo de um sol branco. Há uma rachadura no fundo, a água cai em uma cascata imprecisa, os golfos pulsam no ritmo da diversão e nada desaba. Vejo uma grande escadaria emoldurada de escuro onde no alto a luz branca destaca uma porta e subo. Lá em cima existe uma vastidão de corredores escadas e aposentos diversos. Arrumados, limpos e belos. Vazios. Veias mansões e nervos castelos, o pulmão de cantaria onde mora a cantora morta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu vou de sala em sala, subo e desço escadas abro portas e janelas e entro os mais escuros aposentos em busca de seu fantasma e a encontro Ela surge no ar vindo ao meu encontro, surge do contraste das sombras escuras com os móveis claros, se desprende do luar onipresente em cada quarto,como uma folha de gelatina de prata ondulante, vem para mim como um alvo de cartão em um estande de tiro, e desaparece quando seu rosto encontra o meu. E abro a pequena porta embaixo da escada, e chamo por seu nome e entro no mais escuro cubículo e clamo repetidamente até ela saltar na minha direção e desaparecer, muda. Do velho negativo apenas sobe um zumbido quando ela abre a boca. A cantora muda, despida de toda carne, amortalhada no luar aprisionado no interior da casa, é agora somente um nome próprio. E minha ânsia cessa. Não a procuro mais e de algum lugar qualquer no meio do labirinto vou descendo a grande escadaria novamente. Vou rumo a outra história na vastidão do grande hotel, feita de movimento e o brilho de lagos de fogo cuja semântica particular desaparece no encontro das pálpebras. E cá estou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso no que estou esquecendo. Memórias terão validade? A mente cessou de alimentar as nostalgias? o poliedro surreal é pesado e recorda: tudo o que abandonas fica vazio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas só preciso limpar a casa, para receber novas visitas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-7489921163102104089?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/7489921163102104089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=7489921163102104089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7489921163102104089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7489921163102104089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2009/12/um-grande-saguao-de-hotel-colunas.html' title='Arquitetura do Assombro'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-5117963229428243340</id><published>2009-11-24T23:07:00.000-04:00</published><updated>2009-11-24T23:20:10.084-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>O quarto</title><content type='html'>O quarto não saída de mim. Não ficava trancado nele. Ele estava lá no fundo. Fechado, esperando como um brinquedo no baú ou um livro na estante. Aonde eu estivesse ele também estava, não como uma sombra, mas como o coração, pulmões ou a cabeça, essa jamais esquecida, mesmo quando perdida na interseção das esferas. No trabalho, em uma conversa interessante ou não, na pista de dança, a qualquer hora, a mão pousava na maçaneta invisível e ele estava lá, arrumado, com todas as minhas coisas no lugar, organizado ou não. Livros, coleções de quadrinhos, bugigangas, relíquias acumuladas desde a infância. Um cubo branco girando na escuridão. O gelo metafísico de um drinque inexistente. Dentro de seus ângulos de arame, paredes estreladas, embora eu as preferisse brancas e vazias. Mas a amplidão alva durava pouco, rapidamente as constelações voltavam e cada ponto brilhante podia virar uma tela da memória, reprisando o ocorrido debaixo de seu auspício. E canais do impossível, programações do improvável, novelas do irreparável. Bastidores do inacabado.  Retrospectivas dos momentos felizes,  espetáculo das ideias. Todos passavam e caíam no chão, coloridas peças de montar, para erguer as paredes caleidoscópicas do escapismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia só uma brasa apagada no centro do aposento. O quarto era um ruína, poeira e porcelana enterrada, restos de catapultas, canhões enferrujados. Era 2003 e todos meus amigos estavam mortos. Um jardim começava a brotar de suas carcaças. Flores eclipsaram os fantasmas. Enterrado o cubículo e o passado, restam anagramas. E a popularidade cruel do museu de cera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-5117963229428243340?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/5117963229428243340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=5117963229428243340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5117963229428243340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5117963229428243340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2009/11/o-quarto.html' title='O quarto'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-5187966458233414752</id><published>2009-11-24T04:33:00.000-04:00</published><updated>2009-11-24T04:40:15.514-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Celular consertado</title><content type='html'>Você desliga o telefone, sem tempo para me encontrar. &lt;br /&gt;Eu compreendo e fico a consertar teu celular. &lt;br /&gt;Assombrado lembro, quão ligado a máquina o relacionamento está. &lt;br /&gt;Você não está aberta, teu aparelho minha voz não escuta. &lt;br /&gt;Não há namoro, decreta. A ligação não comuta. &lt;br /&gt;Outro amor refletiu na máquina de lavar. &lt;br /&gt;Aquele partiu a perna quando ela começou a estragar. &lt;br /&gt;A gente não se falava, a máquina não enxaguava. &lt;br /&gt;Ninguém mais se aguentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Limpando do celular o contato elétrico, me vi tão tétrico. &lt;br /&gt;Bom técnico conserta o aparelho quebrado. &lt;br /&gt;Mas não coração magoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê aquela ponta de fio desencapado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-5187966458233414752?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/5187966458233414752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=5187966458233414752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5187966458233414752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5187966458233414752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2009/11/celular-concertado.html' title='Celular consertado'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-3435728285517997470</id><published>2009-11-19T18:27:00.000-04:00</published><updated>2009-11-19T18:28:11.680-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Estampido Branco</title><content type='html'>Estampido branco,&lt;br /&gt;Beira da faca&lt;br /&gt;Cão sarnento.&lt;br /&gt;Luz surda,&lt;br /&gt;Cegos olhos,&lt;br /&gt;Fogo lento.&lt;br /&gt;Carne cálida,&lt;br /&gt;Canta árida,&lt;br /&gt;Portento.&lt;br /&gt;Pele, pedra chão,&lt;br /&gt;Joelhos tento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidade nula&lt;br /&gt;Vapor desfeito.&lt;br /&gt;Gavião morto,&lt;br /&gt;Pio sedento.&lt;br /&gt;Língua pula&lt;br /&gt;Picota peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos ave,&lt;br /&gt;Rosto refeito.&lt;br /&gt;Céu abre,&lt;br /&gt;Olhos deito.&lt;br /&gt;Amarelos,&lt;br /&gt;Magnético,&lt;br /&gt;Alento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-3435728285517997470?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/3435728285517997470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=3435728285517997470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/3435728285517997470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/3435728285517997470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2009/11/estampido-branco.html' title='Estampido Branco'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-7310054865287524661</id><published>2009-11-13T00:52:00.000-04:00</published><updated>2009-11-13T00:55:06.687-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões; Uniban; fascismo; Universidade; Crônicas'/><title type='text'>Unibang!</title><content type='html'>Em uma sala branca e sem janelas, cinco jovens executivos esperam. Duas mulheres e três homens. Cada terno e tailleur, uma cor diferente com a suavidade sóbria do mundo corporativo. Como um elenco para uma versão seriada e pós moderna de Dick Tracy esperando para ser avaliado. Em um terno de risca de giz entra um&amp;nbsp; careca de 53 anos, com o final de um charuto aceso na mão. Ele solta um - "Senhores.." com uma voz de barítono, enquanto dá um piparote para trás no charuto acesso. Os braços musculosos de seguranças armários são vistos de relance quando fecham a porta da sala para ele. Comecemos a reunião da equipe de marketing de guerrilha da UNIBAN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa noite a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa noite- responde o jovem executivo de terno verde pálido. - Desculpe perguntar, mas cadê o reitor? Ele não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele está passando por uma indisposição estomacal temporária e me designou como substituto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o senhor seria? Arriscou a jovem de tailleur azul cortina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sou o Auditor. Estou aqui para avaliar e dar um parecer. Por favor, prossigam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, primeiramente - Começa a jovem de vermelho - vamos aos fatos: a campanha da nossa agência foi um sucesso! Conseguimos audiência em todos os meios de comunicação nacionais! E tivemos ainda penetração no. - pigarra a colega de azul- Hã desculpe, infiltração no noticiário internacional muito além do esperado para uma ação local!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, e estes gráficos indicam uma ótima aderência á política da instituição na China!- emenda empolgado um rapaz loiro em um amarelo bandeira fosco. - Um mercado emergente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sem contar uma tremenda receptividade no meio oeste dos E.U. A! - Destaca o rapaz de laranja cáqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E no oriente médio! Observa lá do canto da tela de slides a moça de azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que bom. Já temos para onde transferir nossas operações no futuro próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio de respirações suspensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, continuem. - Diz o careca enquanto puxa do bolso do terno uma até então não percebida caixa de charutos. A apresentadora segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, as estatísticas não mentem: Após a nossa intervenção virar viral, a UNIBAN saltou de um quase anonimato para o top-of-mind em instituições de ensino particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A resposta da UNIBAN ao caso foi aprovada nos setores mais tradicionais da sociedade e aumentou a reputação da instituição nos setores que prezam a moral e os valores tradicionais da família, consolidando o público da empresa. - Completa o rapaz de laranja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E quanto ao prejuízo que a ação causou?- Pergunta o auditor enquanto tranqüilamente abre a caixa e escolhe o próximo charuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, estimamos que o prejuízo será compensado pela arrecadação nos mercados emergentes de feição conservadora em que vamos entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Mas e aqui no Brasil, mais especificamente em São Bernardo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora passada a polêmica inicial a situação tende a se normalizar e voltaremos á normalidade. Veja esse grá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BANG!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da lateral da têmpora do rapaz brota sangue e ele cai quase atingindo o cavalete com as lâminas da apresentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fumaça subia á frente do rosto impassível do auditor e não era tabaco. O revólver prateado parecia dar continuidade ao brilho da careca do sujeito. Mas ele não ria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu deu! O que você está fazendo!! Gritou a moça de tailleur azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta é uma instituição fascista e vocês sabiam disso desde o início deste projeto. Logo não vamos começar a chorar. É assim que resolvemos as coisas. O auditor recuou o revólver e apoiou o cotovelo na mesa. Baixou a tampa da caixa na sua frente com um sonoro clique que calou quase todos os gemidos. Vamos aos argumentos e quem sabe não preciso gastar toda a munição. Quem organizou a ala feminina dos agressores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça de vermelho tremia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fu- fu- fui eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Faltaram mais mulheres. Para deixar a coisa mais equilibrada. O auditor deixa a arma tombar suavemente sobre seu pulso em movimentos repetidos. A moça balança as mãos sem saber aonde as colocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, a gente fez um cálculo da proporção feminina necessária ao evento, pra tudo dar certo. Deixa eu mostrar o gráfico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BANG!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tiro pega a moça no centro das costas e ela tomba sobre o cavalete derrubando tudo. Seus colegas se contraem e guincham de desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chega de gráficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- O que é isso! Onde vamos parar! Vocês acham que podem sumir assim com a gente? Que ninguém vai notar? Grita o loiro de amarelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês terão três opções: Cuba de ácido, material para canapés do curso de gastronomia ou ração para os trolls da turma de anti-socialização na internet. Qualquer uma delas não deixa rastros. E assim estará encerrada a primeira e única turma de marketing avançado desta instituição. Agora, antes eu queria saber quem escolheu o vestido usado por ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fui eu. - ergue a mão a moça de azul, tremendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você por acaso esqueceu as cores da universidade? O logo é vermelho. Não rosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu jurava que era vermelho, e-eu tenho dificuldade em enxergar certos tons. E- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BANG!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz loiro se recompõe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escute, que tal-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BANG!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não agüento mais essa cor tentando combinar com o cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O auditor olha para o jovem de verde. Cruza os braços, cotovelos na mesa e a arma ainda na mão. Silêncio. Um minuto passa. O jovem executivo tenta não olhar para os colegas tombados ao seu redor, os dois últimos com os furos no meio da testa ainda fumegando. Fixa o olhar no careca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E você rapaz, qual sua proposta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deveríamos oferecer o curso de Turismo de graça pra ela e após o provável sucesso da revista e do possível programa de TV, promover uma nova campanha, destacando o nome dela e a frase: Formada na UNIBAN!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último executivo da turma de marketing avançado seguiu olhando nos olhos do Auditor, corpo tenso a espera do próximo tiro. O careca descruzou os braços e abriu a caixa para guardar a arma, pela primeira vez deixando arcos se formarem na sua testa enquanto erguia as sobrancelhas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, considerando as idéias anteriores, essa até que não é um completo tiro no pé. Vale poupar uma bala. Teremos outro destino para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu, vou poder ir embora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Você vai para a sala dos trolls no subsolo B. Se você sobreviver ao fim do semestre, quem sabe até ganha uma promoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas, mas eles estão sempre com fome, eles vão me devorar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calma, eles podem ser brutos, mas mais do que qualquer outro aluno daqui, eles absorveram muito bem a filosofia do Tao de Paulo, a qual diz que não importa o quanto você humilhe, violente, degrade e invada a dignidade de outra pessoa, o importante é nunca matá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu acho que a frase não é bem essa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você me entendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Auditor estalou os dedos e as portas foram abertas. O jovem executivo foi arrastado aos gritos, dizendo que preferia a morte. Os seguranças parrudos taparam sua boca até a entrada do úmido corredor que levava á sala dos trolls. A porta se abre o jovem executivo é rapidamente jogado para dentro, atravessando o quase sólido odor de sebo envelhecido e pizza azeda. A porta é fechada com um estrondo e o som da chave girando nela é o último sinal do mundo exterior. A sala de teto alto está mergulhada na escuridão, salvo a luz dos monitores. O barulho de risadas débeis, mastigação e coceira aos poucos vão parando, na medida em que as criaturas notam o novo colega. Eles vêm se aproximando lentamente, murmúrios incompreensíveis vão virando grunhidos altos, chiados finos vão compondo com risadas guturais. Logo ele está cercado, e a expectativa funesta mareja seus olhos, quando ele escuta&amp;nbsp; a palavra de duas sílabas brotando aqui e acolá e logo virando um coro. Grave-aguda, grave-aguda, grave-aguda e ninguém o acuda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meios aos gritos de fúria ninguém o ouviria gritar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-7310054865287524661?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/7310054865287524661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=7310054865287524661' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7310054865287524661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7310054865287524661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2009/11/unibang.html' title='Unibang!'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-7425001148164636926</id><published>2009-09-22T20:17:00.000-04:00</published><updated>2009-09-22T20:17:30.629-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hai-Kai'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>Dia de ficar em casa</title><content type='html'>Dia chuvoso, nublado de Nós.&lt;br /&gt;Murmura caos nas gotas,&lt;br /&gt;Glaciares ósseos contra a carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar acre, corpo erodido.&lt;br /&gt;No teu hálito distante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-7425001148164636926?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/7425001148164636926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=7425001148164636926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7425001148164636926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7425001148164636926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2009/09/dia-de-ficar-em-casa.html' title='Dia de ficar em casa'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-5263780103004090231</id><published>2009-09-21T01:13:00.000-04:00</published><updated>2009-09-21T01:13:38.363-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cenas Noturnas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hai-Kai'/><title type='text'>Noite quente de Domingo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PMj2kr2hTQw/SrcLK4LfxFI/AAAAAAAAADc/j6MXturqa4s/s1600-h/P8120269.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_PMj2kr2hTQw/SrcLK4LfxFI/AAAAAAAAADc/j6MXturqa4s/s320/P8120269.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noites de final de semana&lt;br /&gt;Sons de festas ao longe&lt;br /&gt;Parecem vir da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse lugar perene&lt;br /&gt;Chamado evocação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-5263780103004090231?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/5263780103004090231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=5263780103004090231' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5263780103004090231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5263780103004090231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2009/09/noite-quente-de-domingo.html' title='Noite quente de Domingo'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PMj2kr2hTQw/SrcLK4LfxFI/AAAAAAAAADc/j6MXturqa4s/s72-c/P8120269.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-5414008685279162352</id><published>2009-09-19T02:01:00.001-04:00</published><updated>2009-09-19T02:02:08.554-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões; Episódios'/><title type='text'>Reflexões de um dente podre</title><content type='html'>Aranhas em teias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balançam de cá para lá,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teriam na vida pendências?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V.R Gherardini, em seu primeiro Hai Kai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, minha última leitura de toalete (hábito revisitado após décadas de ausência), levei minha agenda de 2006, ou ao menos o volume que constituiu em uma tentativa de agenda de compromissos. Lá encontrei meu eu da época, demasiado amargo para meu gosto atual. Redescobri as anotações afetivas de uma antiga namorada e destas resgato este poema. A sutileza do poema reflete minhas considerações existenciais do último ano. Não tanto pelas tramas espalhadas ao longo da ladeira do triênio, mas pela última palavra, pendências. Sempre penso nelas quando entro em um avião. Terra dos Homens eliminou minha ansiedade de viajar de avião, mas não a mórbida conjectura do e se for a última viagem? É preciso estar leve. Cada ano vivido nos treina a eliminar o excesso de bagagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu ano novo chega em Setembro com um clima insólito. As estações também mudam nas cidades interiores e ocorrem trocas de carapaças oníricas. Ao olhos a casa da mente está limpa, mas de fininho surgem os fantasmas das relações passadas. E após o surrealismo inicial uma voz reverbera na escuridão infinita: porque agora? E na ausência de relacionamentos concretos com essas mulheres episódicas os espíritos inacabados ganham contorno: são fantasmas das virginianas passadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariando uma inevitabilidade masculina de esquecer as datas, uma engrenagem sutil movimenta a roda d'água nas profundezas e apesar da consciência não guardar mais referências, os dias chegam e mecanismos estalam, e lançam seus espectros. Como se uma frequência de rádio morta deixasse um sinal oco na alma, que bruxuleia quando chove e relampeja fantasmagoria. No mercado, ajudando minha irmã nas compras olho para as massas de pastel prontas e zelosamente embaladas e me permito meio segundo de melancolia nostálgica na ponderação do impossível. Uma fugaz oferta de aniversário ao vácuo. Em seguida a mente prática assume de volta e instantes depois impera o nonsense da afetividade barroca. A hilaridade da noiva de Frankenstein criada na torre do ego, destinada a nos rejeitar, pois mesmo monstros possuem o bom senso de recusar participação em mitos tortos. E a boa vassoura de palha os leva embora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mente limpa, dente podre. No abismo minimalista da dentina um homúnculo extrai uma catedral da podridão e ergue um altar de cadáveres. No fundo da raiz perdida duendes decompostos guincham emaciados á luz do derradeiro fogo fátuo. O verdadeiro horror chega a ser absurdo. Tão bizarro quanto um cármico canal quinze anos depois. A auto imagem corporal custa a desfocar da miúda entidade sombria repousando na gengiva, em cujo murmúrio reside a promessa de toda dor... A cavidade barítono, brocas soprano e lixas contralto e vindo de detrás dos olhos, aquele tenor. E o boticão ausente, negado pelo progresso e a eugenia da estética percorre as ruas na mão das viúvas dos bucaneiros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a luz do consultório entra altaneira com a primavera e purga celeste a nociva fossa. E sobre as ruínas da civilização esquecida é erguida a cosmopolita cidade do escárnio, destinada a perdurar para além da ausência do hálito. Para o deleite dos existencialistas futuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saúde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: Só pra constar, a autora do poema de abertura é de Capricórnio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-5414008685279162352?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/5414008685279162352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=5414008685279162352' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5414008685279162352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5414008685279162352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2009/09/reflexoes-de-um-dente-podre.html' title='Reflexões de um dente podre'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-1290848508980187720</id><published>2009-09-17T02:51:00.000-04:00</published><updated>2009-09-17T02:51:51.590-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Lá no canto</title><content type='html'>A umidade abaixa,&lt;br /&gt;Toda água se levanta.&lt;br /&gt;Na narina,&lt;br /&gt;Da barata&lt;br /&gt;O aroma &lt;br /&gt;De quitina, &lt;br /&gt;Canta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha seca,&lt;br /&gt;Bíblia eterna,&lt;br /&gt;Massa abstrata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu corpo arrebata,&lt;br /&gt;A carícia&lt;br /&gt;Que o pé achata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu corpo,&lt;br /&gt;Tua pata,&lt;br /&gt;Tanta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jazz no fundo, &lt;br /&gt;Da lata.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-1290848508980187720?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/1290848508980187720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=1290848508980187720' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/1290848508980187720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/1290848508980187720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2009/09/la-no-canto.html' title='Lá no canto'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-5116467306424435563</id><published>2009-09-16T07:19:00.000-04:00</published><updated>2009-09-16T07:26:26.252-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa'/><title type='text'>Ela escreve</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;    Ela senta diante da tela, as distrações assombram atrás dos ícones coloridos, informação, deleite estético, ferramentas para ser mais humana do que o dia a dia permite. A firmeza do lápis, suas linhas retas conduzindo a atenção, seus ângulos sextavados atravessando o tato, os dedos colossais de um polvo mental envolvendo a coluna do templo, o olho focado no vértice onde a tinta  interior adentra a aridez da folha seca e meticulosamente se deposita em extratos geológicos de grafite. Toda essa dança já passou e a folha coberta de simbologia ritual agora será transcrita para sobreviver embaixo d'água, para habitar o oceano mercurial onde a linguagem humana cria uma nova eternidade, que paradoxalmente lhe parece mais tangível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ela olha a mesa, a escrivaninha, o feio móvel para o computador, o quarto converge a sua intenção, se movimenta atrás dela com sua solenidade de concha ancestral de molusco, coberta de cracas, mapa de uma vida. Não há papel algum, apenas a ideia do mesmo contra o fundo do olho a 60 Hertz por segundo, luz da dissecação. Ela olha os nós das mãos, o padrão gráfico que se irradia como ondas pelos finos dedos, as unhas holofotes de celofane vem e vão entre o espírito e a matéria. Ela está lá, e onde ela está? O princípio da relatividade, além de si. Do canto de seu olho, aos poucos vão chegando suas versões, como uma caravana emergindo da bruma, como improvisações da intérprete na garganta recém amaciada pela cachaça, notas ganham corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Subitamente ela tem significado, ela passa a prestar, não prestando. Sua vida boêmia ganha o glamour de navalhas de sangue seco, cada gastrite é apenas um ronco do motor do caráter, os agudos de sua risada transformam os homens tímidos em borboletas de coleção e os ousados em dançantes bonecos de um piche mágico que não enreda. Ela não tem cáries, apenas sussurros nas trevas da promessa do açúcar gentil em mãos de afeto. Seu hálito de cigarro é o verniz raspado de velhas brochuras, a promessa de sabedoria  que sobe da poeira de tumbas recém abertas. Seu corpo não envelhece, apenas descobre novos aposentos na mansão, novos bairros se revelam na cidade do mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ela se vê vadia, pintura a óleo gotejante sem tela, respingando cor e malícia. Apenas momento, sem memória ou hesitação. De suas mãos de tinta um copo escorre para cima, tomando forma e uma vez consolidado, borbulha o próprio conteúdo, para brindar ao instante. Ela está livre da vida sem graça dentro daquele corpo roído pelas traças da lembrança, apodrecendo na sarjeta sob luz de poesia viva, decomposto pelos vermes do ideal. Saúde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Mas eis que da múmia evapora a Rainha do Rádio, em toda sua leveza e compostura. Troca de turnos entre plenitudes, a sensatez de contralto ressalta a ribalta. Tudo é cenário e a putaria vira chanchada, pois tanta concupiscência estava ficando pesada. E ela precisa rir de si mesma, pra não chorar á beira dos próprios limites, abismos em cujo fundo não existem monstros, apenas linhas de ônibus. Ao menos agora a barriga dói da piada, úlceras cicatrizadas em pequeninos muxoxos. A manhã reflete na tela e nos lábios roxos. E ela sacode a idealização de cima do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desvanece.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-5116467306424435563?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/5116467306424435563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=5116467306424435563' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5116467306424435563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5116467306424435563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2009/09/ela-escreve.html' title='Ela escreve'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-7148101691090026635</id><published>2009-07-04T14:38:00.000-04:00</published><updated>2009-07-04T14:41:31.074-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cenas Noturnas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Invernos em Floripa novamente</title><content type='html'>Desenterrando o Fotolog:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.fotolog.com.br/bufodiarlechino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque afinal de contas isso aqui é um botequim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-7148101691090026635?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/7148101691090026635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=7148101691090026635' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7148101691090026635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7148101691090026635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2009/07/invernos-em-floripa-novamente.html' title='Invernos em Floripa novamente'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-2325560805989522905</id><published>2009-06-02T01:13:00.000-04:00</published><updated>2009-06-02T01:27:41.805-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alimento'/><title type='text'>Refúgio no caminho do coração</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um convite para jantar, fazer pizza e celebrar a amizade como nos velhos tempos, na Terça-Feira. Dia da semana em que vim ao mundo. De manhã a ex liga: Você pode alugar o modem 3g por um dia? Posso claro, passa ás quatro horas. Ok arranja um recibo, a ONG precisa de nota pra poder pagar. Só quando escrevo essas linhas paro pra refletir em como velhos canais de comunicação ficam ativos apesar do passar das eras. Intuição feminina á serviço do terceiro setor. Lá pelo meio dia uma caminhada de quarenta minutos até o caixa da Lagoa, tirar dinheiro pra locadora, pois esta não trabalha com cartão. Taxas da máquina no limite da economia de bairro. Na banca de revista da senhora mais simpática um cartão de recarga, pois a franquia foi-se na última saudade. A caminhada de volta e a promessa de boa forma aos quarenta com mais minutos. Chego em casa, e preparo a mochila pra viagem. Ligação de novo, daqui á meia hora estamos chego pra pegar a “internet”. Subo na locadora, passo na papelaria e compro um talão com canhoto. Desço pela ruinha estreita, a moça do restaurante natural sobe empurrando a bicicleta. Eu com pressa e ela finalmente conversando comigo na maior simpatia inesperada da tarde morna. Endereço da casa anotado no peito em um abraço em braile. Urgência dos compromissos e o aroma de pasta de dente no beijo de despedida. Até depois. Só acontecem nessas horas. O inesperado desce comigo, motiva uma corrida e cochicha no ouvido: Amanhã. Mas amanhã é outro dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta em casa, tenho o tempo de deixar tudo pronto e devanear um pouco. Anoto o nome e número da casa da bela cozinheira. A amiga ex chega, acompanhada do colega de trabalho, fecha o serviço, e deixa duas garrafas de refri. Fecho a casa e vou para o ponto. É o ponto final e duas mulheres estão sentadas no banco improvisado recém reformado pela iniciativa anônima dos moradores. No ônibus olho o céu decidindo os tons de cinza. Adianto mentalmente o roteiro do dia seguinte e aposto comigo mesmo. A moça da aléia é toda graça, mas não é Aletéia...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Desembarco no centro. O horário de pico não está longe. Subir ao mercado, onde um litro e meio de um vinho Uruguaio bom custo benefício ainda está com aquele preçinho e combina afetivamente com seu conterrâneo parmesão, que na mochila espera a deixa pra mais tarde. Grandes televisores de plasma em promoção ligados na MTV. Penélope entrevistando nas ruas. A ex de São Paulo a conheceu pessoalmente e se declarou fã. Mudo de canal. O banco de madeira do outro lado dos caixas está ocupado, arrumo no piso espaço pra a garrafa bojuda entre os ingredientes. Saio do hipermercado e está chovendo. Vim sem guarda-chuva, não parecia muito prático. A chuva não está tão forte, mas resolvo esperar. E comigo ficam várias pessoas ali na passarela protegida ao lado da saída do hipermercado. Aumenta o aguaceiro e fico observando o concreto do poste, ainda seco e claro, encharcar aos poucos. O emaranhado da fiação é tão bonito contra a luz amarelada da rua, enquanto a chuva engrossa. Pessoas correm, a maioria espera. Um cara japonês empurra o carrinho sem pressa na torrente com uma mão enquanto a outra vai no guarda chuva. O carrinho puxa pra direita. Uma moça no quiosque sem roupa de frio e chinelo de dedos leva respingos nas canelas. Adolescentes em uniforme escolar de colégio religioso pedem sorvete; Um casal se pega no canto, o toldo do restaurante ao lado canta grave para quem não tem celular. O ritmo diminui e sigo em passo rápido de volta ao terminal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É raro eu ir ao Norte da ilha a partir do centro. Pelo menos tão ao norte. Acho que naquela plataforma nunca. Quando você está indo sozinho pela primeira vez para um lugar a maior fila do terminal geralmente é a sua, mas você finge ignorar. Hoje não é exceção. Pergunto pro senhor de bigodes e olhos claros se aquele ônibus vai direto pro terminal do norte, ele confirma e pergunta se é minha primeira vez na ilha. Não, mas naquele percurso é. Acabamos conseguindo pegar o segundo ônibus e vamos sentados, conversando até lá. Ele vai pro mesmo bairro que eu. Trabalha fora da ilha, mas faz uma viagem maior de casa ao trabalho. Vai sempre em pé de manhã cedo. O patrão estressado é jovem, mas safenado. Falamos de transporte urbano na ilha, ele destaca o paradoxo da ausência de transporte marítimo em uma ilha. A corrupção, a violência o descaso público. Quanto tempo moramos na ilha, as mudanças ocorridas, a urbanização acelerada, a faculdade do filho. Ele consulta o relógio, calcula o horário da conexão e liga pra mulher buscar ele de carro, pois o próximo ônibus demora. Ganho uma carona. O filho vem buscar e vamos até o ponto onde eu desceria. Um adeus sem nomes, cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dado a referência, não deveria ser possível encontrar. Ela disse: o segundo ponto depois do quarto quebra-mola. Hã? Quarto aonde. Quando entrar no bairro começa a contar. Bom, o caos funcionou. Assim como a poesia. Ao final da Servidão, na árvore desenhada, passe o segundo portão e vire no caminho do coração onde encontrarás o refúgio. Luzes na casa de madeira no meio da mata, como em tantos momentos significativos. A suave voz da amiga que ainda não conheço guia os últimos passos. E estamos reunidos, sem pretensões além da companhia. Só conheço a amiga que me convidou. O outro homem só de vista em festas no sul da ilha. Um vinho já em cima da mesa e aos poucos vão surgindo da mochila os tomates, o brócolis, as cebolas e os queijos. Panelas de barro, fôrma improvisada e duas pizzas grandes. Diálogo de microcosmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Isso há uma semana. Vi um curta e lembrei de invernos passados. Vi documentário e vi que o tempo passou no rosto de velhos conhecidos. Dormi com a chuva lá fora. Acordei e fui comprar pães em uma clara manhã nublada. Vi fotos e lembrei de paixões passadas. E Refleti sobre os fantasmas dos quais queremos nos refugiar no coração, mas eles ainda assombram o peito. Penso no sarcasmo terapêutico que reservei aos amigos e como ele me embosca no caminho do coração e aponta a ferida, dedo em riste, próximo a chaga, reparando de esguelha no meu desmontar. Talvez ver no outro a dor semelhante abrande a decepção. Talvez apenas a torne ridícula. O que também serve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Voltei de ônibus até o centro com a amiga da amiga. Dia cinza. Chego no bairro e desço antes para ir na locadora, ver aquela última comédia do Woody Allen que eu hereticamente não vi no cinema. É calculado. Rir pra espantar as sombras. Também é calculado o tempo de pegar o filme e sair pela mesma rua na hora que a moça cheia de graça sai do trabalho. É engraçado como se percebe à distância. O abraço não tem mais a mesma intensidade. O beijo não tem as mesmas nuances nem mostra os atalhos. Ela tem coisas para fazer agora. Seus planos mudaram e está indo embora de Floripa, fechando as pendências. E não vai abrir novas... Cogito. Ela diz que é muito impulsiva. Comento que é bom ser impulsivo ás vezes, ela diz precisa botar a vida em ordem. Reparo na minha frase bobinha e também na constelação de pontos com casquinha no pescoço dela. Calculo mentalmente o tempo de cicatrização. Disfarço com o uma hora dessas passo lá e nos despedimos educadamente. O dia de amanhã é sempre um novo dia. Quando desço a ruela sinto o sorriso malevolente daquele cinismo ancestral que mora comigo. Aposta ganha. Mas era fácil. Para o astrônomo paciente basta reparar nos ritmos do universo. A gravidade próxima á estrelas gera fenômenos curiosos. E elas inda ofuscam mesmo depois de mortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas a pizza no refúgio estava ótima. E o filme do Woody é bom e rio um monte. Hollywoodiano, promotor turístico pouco importa. A essência do cara está lá e ele é uma estrela. Um astro cujo brilho deve ser reconhecido. Sem se deixar cegar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-2325560805989522905?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/2325560805989522905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=2325560805989522905' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/2325560805989522905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/2325560805989522905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2009/06/refugio-no-caminho-do-coracao.html' title='Refúgio no caminho do coração'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-1785165942708828402</id><published>2009-02-01T17:54:00.000-04:00</published><updated>2009-02-01T21:34:50.232-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cenas Noturnas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa'/><title type='text'>Tentáculos</title><content type='html'>&lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:latentstyles&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Uma paixão platônica abandona da cidade para nunca mais voltar. O que não foi dito calado está. O espaço organiza o tempo que organiza o coração. E estou novamente naquele quarto vazio, liberto de toda expectativa. Então vejo você. Estou sentado e as pernas não dançam. O quadril é um vaso de onde cresce a árvore negra de copa bulbosa e cinzenta, cujos frutos vítreos enxergam a si mesmos de dentro de seu olhar. Visto você, cerco-me do aroma de seu couro róseo e finalmente estou dentro, lá no fundo da tua capela. Sempre me perguntei como seria nadar em outra carne. O mundo lá fora é uma silhueta atrás de uma pesada cortina. Sinto seu movimento, teu centro de gravidade balançando, os delicados dedos de sua mão estalando. Minhas mãos afastam-se de meu rosto e param quando encaixam no espaço côncavo dos teus seios. Giro os punhos e estico os indicadores, para eriçar seus mamilos por dentro. Os dedos em pontas de luvas mornas sentem a tensão do vestido. Teu olhar desdenha de mim. Longe, atrás do espelho, você agarra no ar um molusco invisível. E a tinta escorre,  por tua mão e antebraço  escorrem arabescos de ébano, a gramática das profundezas queimando na pele. Fecho os olhos e a vejo enquanto água-viva em uma velha foto sépia. Então saio do poço.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao abrir os olhos sou ela tão longe, sorrindo em uma roda boêmia, franjas nos cantos das pálpebras. Ao bater as pestanas sou ela, Kohl carregado no olhar e a boca pequena franzindo e esticando de espanto. Ao abrir os olhos sou ela, braços finos envolvendo segurando firme a cintura do professor, sentindo  na palma o suor na fina camisa dele, enquanto giram no salão. Sou seus pés descalços nos paralelepípedos quentes da cidade longínqua, ao voltar para casa. Sinto a bermuda jeans apertada e o peso da porta do banheiro público quando ela passa, um ano atrás. O peso da câmera em suas mãos. A esmagadora densidade de tantos sorrisos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A filigrana negra em teu braço, o bolor escuro salpicado no pote de manteiga. Vilas oníricas, metrópoles esquecidas.  Quando as vejo roçar as unhas pontudas na barba malfeita de tantos, pergunto-me se é isso que procuram. Uma casa vaga na cidade efêmera. Uma árvore sem dono no bosque obscuro.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sento diante da inimiga invencível. Desfeitas as mentiras, resta afiar o espírito e esperar. O mais gentil e afetuoso aspecto delas virá um dia trazer a derradeira taça. E quando os tentáculos romperem minha casca, serei o fio da obsidiana. Quantos já estarão lá, fincados na carne da realidade? Quantos Merlins aprisionados em cristais adornam a deusa?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Rogo que ela tenha ossos. A epifania de lâmina é encontrar resistência.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;&lt;/p&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-1785165942708828402?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/1785165942708828402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=1785165942708828402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/1785165942708828402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/1785165942708828402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2009/02/tentaculos.html' title='Tentáculos'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-5274671050271919612</id><published>2009-02-01T17:38:00.000-04:00</published><updated>2009-02-01T17:43:50.074-04:00</updated><title type='text'>Quando paro pra refletir olho pela janela...</title><content type='html'>...E Janeiro de 2009 acaba. A década de dez, em sua denominação redundante, e talvez por isso mesmo raramente ouvida, começará daqui a um ano ou dois no máximo, dependendo de como escolhermos contar o tempo. Em 2012 o calendário Maia acaba e quiçá veremos o fim do mundo chegando ao tropel das carruagens de fogo de deuses alienígenas regressos. Porém, sobrevivemos a tantas profecias, ao fim do mundo no ano 2000, ao bug do milênio e mais importante, ao fim da história de Francis Fukuyama. E como o mundo pós humano ainda está longe, ainda mais para quem mal pode pagar as prestações de um computador pré pós moderno, quanto mais avanços biotecnológicos, a humanidade segue vivendo, com mais um tempo pra criar novas ideologias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janeiro de 2009. Mês de trabalho desde o dia seis, calor intenso, recursos entrando no curso, uma nova rotina estabelecida. Pessoas de capricórnio fazem aniversário, ganhando mais uma camada de verniz do tempo. E os nativos de Aquário também começam a envelhecer. Reparo mais nas pessoas, o quanto mudam ou permanecem as mesmas. Pego no flagra versões defasadas do meu ego tentando voltar para minha personalidade. Então relaxo e vejo que é hora de botar tudo nos eixos. Os livros que leio, as situações das quais participo, as pessoas que encontro, nunca falaram comigo tão francamente. Os ecos de uma vida anterior passada na índia chegam até a conversa dos alunos sobre a mais recente novela. As emanações do espaço tempo são irônicas, ou ao menos essa é minha forma de interpretar. Um mês de papéis estabelecidos e novos ganchos de personagem. Um mês rápido, acumulo três calendários pela casa e ele já acabou, nem comprei a agenda de papel, como das últimas duas tentativas em 2006 e 2007. Mês sem notas na agenda, sem postagens no blog. Mês do desfile pré carnaval das idéias não escritas. Fevereiro chega em um domingo e me faz uma proposta. Vamos ver no que vai dar. E se o espaço pode ser tão veloz quanto o tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-5274671050271919612?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/5274671050271919612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=5274671050271919612' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5274671050271919612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5274671050271919612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2009/02/quando-paro-pra-refletir-olho-pela.html' title='Quando paro pra refletir olho pela janela...'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-3208690743520247635</id><published>2008-12-22T22:18:00.000-04:00</published><updated>2008-12-23T01:04:12.239-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Finitude'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Partidas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Feliz Natal Guff !!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PMj2kr2hTQw/SVBmTPUG92I/AAAAAAAAADA/9KPg4rY6K58/s1600-h/P2200018.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PMj2kr2hTQw/SVBmTPUG92I/AAAAAAAAADA/9KPg4rY6K58/s400/P2200018.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282834843620013922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dia 21 de dezembro de 2008, pela manhã, Guff, um pequenino Yorkshire partiu deste mundo. Foi encontrado na calçada externa da casa e enterrado pelo meu pai. Foram quatorze anos de vida. Um membro da família.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu tinha dezenove anos quando ele chegou em casa, agora tenho trinta e três. Foi comprado para minha irmã, a segunda tentativa dela ter um cachorro de uma espécie pequena, após uma poodle toy preta, morrer em decorrência de cinomose. Guff foi o primeiro filho dela, antes deste realmente vir ao mundo. No começo ele tinha seu cantinho, uma casinha dobrável de espuma, onde aprendeu a dormir. Tomou o quarto da minha irmã como território e o defendia ferozmente, assim como á ela. Se ela estava com ele no colo, chegar perto era arriscar doloridas mordidas do seus pequenos caninos, que machucavam muito, contrariando a aparência inofensiva.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Gostava de explorar os espaços da casa e fugir para a rua. Conviveu com três cachorros de grande porte, Dogues alemães e uma mistura de Fila com Dogue. Dessa convivência adquiriu uma exacerbada auto-estima. Era necessário, afinal as mulheres que ele almejava eram descomunais. Essa auto-estima, somada a sua valentia, lhe deu a confiança de viver entre gigantes e talvez por isso ele resolveu dar um olá na casa do vizinho da frente, onde um enorme Fila e mais outros cachorros grandes moravam. Esse Fila o mascou, e satisfeito o jogou para os colegas, que só não o trucidaram porque o dono chegou a tempo. Minha mãe e irmã o levaram chorando para o veterinário, sem esperanças. Ele foi todo costurado de volta e sobreviveu. Passou a semana de sua recuperação tendo pequenos ataques epiléticos, ou surtos semelhantes em aparência. Seu sistema nervoso abalado. Quando voltava ao normal resolveram dedetizar a casa contra ratos e ele ficou mal, quase morrendo novamente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por essas e outras ficou provado que a ele não servia o estereótipo de cachorro de madame. Quando foi comprado havia recomendações de que ele não podia ficar exposto a ventos fortes ou mudanças bruscas de temperatura e que uma queda de um metro seria fatal. Ele sobreviveu a muito mais. Passou por outras dedetizações, criou tártaro que o envenenou, poucos anos atrás, sobreviveu a uma transfusão de sangue. Uma vez eu arrumava a mala ás pressas para viajar e sentei na cama para amarrar os sapatos e o estrado caiu em cima dele, quase o esmaguei. Guff não era frágil como parecia. Tenho a impressão que muitas vezes, sutil e discretamente ele segurou a barra da família, como todo cão faz desde os tempos imemoriais do contrato entre espécies, atuando na diáfana fronteira do desconhecido. Na última ocasião em que, segundo minha mãe era para ele ter morrido, uma ano ou seis meses atrás, acendi uma vela por sua recuperação. Era um período de muito stress, tanto para mim como para minha família e tive a impressão que ele estava sendo exigido muito além de suas capacidades. Com a queima daquela vela antigos elos da adolescência também foram embora. Por uma boa causa. Era o mínimo que eu podia fazer por um amigo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Penso em tudo que vivemos juntos. Em seu companheirismo, várias vezes ficava no meu colo enquanto em madrugava em frente ao computador. Sempre raspava a porta do quarto pra dormir perto da gente, como havia acostumado com minha irmã. Fico pensando nesse período que ele participou da minha vida e da minha família. Fico triste por não ter estado lá com ele nesse momento derradeiro, mas morrer insiste em ser uma experiência solitária. Lembro que cogitei trazê-lo para morar aqui, mas seria cruel retirá-lo do seu lar de tantos anos. Além do mais ali ele está bem acompanhado. Muitos ossos caninos repousam no jardim. Imagino que sinalizem um caminho tranquilo para o acordar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Meu presente de Natal para você Guff são votos de uma boa viagem e uma boa estada em seu novo lar. Tenha uma boa passagem e mais que um Ano Novo, uma nova existência. Muito obrigado por ter compartilhado a sua conosco.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorde,  o Natal chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Natal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-3208690743520247635?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/3208690743520247635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=3208690743520247635' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/3208690743520247635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/3208690743520247635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/12/feliz-natal-guff.html' title='Feliz Natal Guff !!'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PMj2kr2hTQw/SVBmTPUG92I/AAAAAAAAADA/9KPg4rY6K58/s72-c/P2200018.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-7347305239335948149</id><published>2008-12-10T23:34:00.000-04:00</published><updated>2008-12-10T23:42:40.603-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bailes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clipes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema mudo'/><title type='text'>Abajo la Calle</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A orquestra vira a esquina comigo, a cidade é um cinza de azuis violáceos refletidos no calçamento e o cais do porto ao final da rua ofega, entre uma baforada e outra. Cada círculo de fumaça é mais um partindo, embora o corpo fique para trás, olhando fixo o copo vazio, sonhando aguardente e calor barato em seda velha. Emborcando o chilreio de saltos e o suave estalo só deixado por lábios carregado de batom. A saca de estopa vai aos ombros, arranhões preliminares da amante, seu peso firma os pés e cada passo é um ensaio de dança, seu volume testado pelos dedos é a resistência da parceira e as pedras no piso são as linhas da pele de seus ombros. O calor do meio dia é o do corpo dela e o vapor subindo das pedras é seu perfume barato. E ele segue ao armazém com quem sobrevoa savanas desconhecidas em um balão. Os grãos o odor de um incêndio distante, irritam os olhos com a bruma de um ocaso, no horizonte um sol castanho emoldurado pela pausa quando o solo erodido freme, á espera do próximo movimento. Cílios da noite chegando estrelada no suor da fronte, gotas no dia a pino gemem evaporando nas pedras. E a noite se instala em volta das luzes amareladas, ao redor das ruas emaranhadas, na superfície dos sapatos de couro e de verniz, por fora dos ternos de feltro e dentro das rendas francesas, contorna os maços de cigarro, enrosca os de dinheiro, sopra através dos violões e sonha preguiçosa dentro dos acordeões. E em suas mesas, no salão, ao bilhar, no balcão, á beira da porta, nas calçadas entre corredores e becos, nos quartos abafados, estão eles, tantos olhos de um deus morto, roubados só para te conquistar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Suas órbitas vazias ainda estarão lá, quando olhares o cais do longe do último barco, como uma brasa apagando o horizonte. Órbitas vazias, pés descalços, piso frio, a aurora entrará lenta entre olhos cegos e só assim finalmente poderei lhe ouvir. E só no vazio serás melodia...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-7347305239335948149?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/7347305239335948149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=7347305239335948149' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7347305239335948149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7347305239335948149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/12/abajo-la-calle.html' title='Abajo la Calle'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-6550786262754320240</id><published>2008-09-26T21:18:00.000-04:00</published><updated>2008-09-26T21:30:34.706-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>Fantasma além</title><content type='html'>É noite, as caixas de som zunem, o computador sussurra, a geladeira estremece. Ouço a noite, seus insetos, o som da luz nos postes, o mar ao longe, alguns carros na estrada. Preparo aula, estudo, escrevo. Imagino você chegando, geist über weltgeist.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua risada, seus gestos, seu cigarro e uísque, sua pomba-gira auto-imune, Maria Padilha niilista. Sinto você atrás de mim, observando minhas atividades. E você põe a mão no meu ombro, essa mão fantasmal que já esteve tão perto, os dedos, o contraste entre palma e costas, as linhas, o relevo, o tempo de uma dimensão paralela. A áspera maciez de um país imaginário, o frio de seus regatos, o calor de suas fogueiras, a cantiga do vento desbastando as montanhas quando sua mão desliza contra minha pele, seus dedos escavando novos vales envolvem meu pescoço com a lentidão das geleiras. As estações passam enquanto sinto você inclinar-se sobre mim, seu cabelo como uma nebulosa atravessando o sistema solar, seu aroma um vapor de terra, seu calor o sol idealista de uma primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você me abraça. E demora comigo em silêncio, esquecendo o tempo, finalmente sem pressa. Universos se interceptam e você colapsa um beijo em minha bochecha. Deixo as ondas de choque se dissiparem pelo cosmo do meu crânio e você vai. Vejo-te partir, no rumo de teus sonhos, como a bruma de uma manhã na serra do mar, revigorada e cheia de esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dança no sol minha melhor vampira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ar dançam cinzas, e fico a pensar se todo coração é um origami.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-6550786262754320240?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/6550786262754320240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=6550786262754320240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/6550786262754320240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/6550786262754320240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/09/fantasma-alm.html' title='Fantasma além'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-3272350669945315984</id><published>2008-09-22T19:34:00.000-04:00</published><updated>2008-09-26T21:25:49.357-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autoreferencias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Finitude'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa'/><title type='text'>Finitude</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Quando acordo de madrugada para ir trabalhar e na minha primeira ida ao banheiro defeco apenas sangue, penso na finitude. Lembro dos morros na paisagem e imagino o horizonte de eventos da minha vida estreitando, até o derradeiro colapso. Sinto um grande silêncio, expandindo de dentro para fora daquilo que entendo por minha consciência. Penso nas histórias incompletas e nas ainda por contar. Penso nos intraduzíveis momentos quando dialogo com a lista de músicas, em todas as idéias amigas que passam por mim, a caminho das metrópoles mentais da humanidade, para mais um dia de trabalho. Penso nos amigos verdadeiros, em todos os instantes de cumplicidade como velas iluminando uma grande casa de madeira, prestes a queimar. Lembro da cama desarrumada e vazia no quarto, um lado mais amassado do que o outro. Penso em nas minhas prioridades, no quanto é bom estar sozinho, poder partir sem angustiar uma companheira. leio o que escrevi agora e suspiro a incontinência do melodrama. Pensar em fins atrai o vampiro do drama.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Penso &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em voc￪. Na"&gt;em você. Na&lt;/st1:personname&gt; distância entre nós, se meu afeto não é somente outro hieróglifo de uma busca na qual escolho perder-me para não ter de olhar para o caminho á frente e o sentido de estar nele. Na última semana meu sentimento por você é mais uma escultura na sala de estar, ao lado de São Francisco de Assis, da estátua marajoara e do negro de madeira. Sem ter contato contigo, fui colocando tantas camadas de verniz nele, que agora posso olhá-lo como se não fosse meu. Assim fica mais fácil por de lado caso não haja espaço para mim em sua vida. A maturidade por vezes tão maldita cria um lado prático no coração, como um programa de treinamento de um caixa de supermercado. Passar as mercadorias, ver o total, forma de pagamento, empacotar e deixá-las partir. Esperar as próximas da fila. Diante dessa rotina o coração só anseia pelos quinze minutos de pausa na salinha dos funcionários, de onde observa o fluxo dos afetos enquanto fuma um cigarrinho. Hipermercados Samsara. Mas como não há angústia, deve ser o zen do não pertencimento. Não consigo imaginar mais alguém como minha. Só o fato de estar na mesma vida e dividir experiências com você é divino. Mas eu nunca deixei de ser ambicioso.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;A passagem do tempo foi criando uma nova orientação sexual, o afeto por espaços antropomórficos vazios. A paixão pelo vácuo deixado onde outrora uma mulher dançava e ria em voz alta. O vazio deixado pela implosão de conceitos como lábios, olhares, pés, mãos. Penso em meu coração como um favo onde a única hierarquia entre as paixões é o nível de realidade delas. Penso em uma amiga especial dormindo sozinha a mais de quinhentos quilômetros de distância. Sabendo assim como eu o quão bom ou ruim é ter uma cama de casal com espaço sobrando. E penso &lt;st1:personname st="on" productid="em voc￪. Lembro"&gt;em você. Lembro&lt;/st1:personname&gt; do quanto a imagem dos seus pés sem meias em uma sandália deixam pegadas em meu peito. Do quanto os instintos de sobrevivência não me deixam examiná-las com cuidado. Pois você vive em um mundo particular. Ao menos da forma como escolhi concebê-la.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Dentro de mim, do centro de uma geleira, preservado, um adolescente de quatorze anos balbucia senil, preso na eterna repetição do mesmo instante. Não é mais uma criança, não posso lhe dar colo. Não é ainda adulto, não posso empregá-lo. Ele espera a alvorada de uma outra vida, após passar pelos bardos e manter a consciência, de uma existência á outra, ver uma nova infância crescer ao seu redor, a chegada de outro adolescer, aprender outra vez a gostar. Aprender de novo a colocar o pé na estrada e seguir tranqüilo. Deixo o sonho já vivido da juventude para trás, não sinto mais o frio de suas paisagens.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Penso &lt;st1:personname st="on" productid="em voc￪. No"&gt;em você. No&lt;/st1:personname&gt; esgar canino de teu sorriso visto de lado, a caveira da finitude, no peso de teu olhar quando nele brilha a noite abissal. Na força da tua presença, na tua consistência. Tento imaginar teu gosto. Lembro do quanto a vida é curta. E se não existe alma, não há um depois e tudo cessa quando finda, porque hesitar? No fim basta lembrar do instante em que provei você. É todo significado que preciso. Inclusive para permanecer um pouco mais. A única prova da existência de Deus que preciso é o teu sabor.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Dê-me um derradeiro beijo e apague a luz.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-3272350669945315984?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/3272350669945315984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=3272350669945315984' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/3272350669945315984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/3272350669945315984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/09/fnitude.html' title='Finitude'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-7133194430971199835</id><published>2008-09-15T20:51:00.000-04:00</published><updated>2008-09-15T20:53:11.218-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Desertos de mim mesmo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A caminhada não cessa. Vou no rumo de desertos ignotos. Cruzo áridas planícies onde cacos de cerâmica indecisos ora massageiam ora cortam meus pés. Grandes formações de rochas esmaltadas enfeitam o deserto. Admiro as nuances na paleta de cores em cada estátua ancestral, os obeliscos esculpidos pelo vento, a água empoçada nas panelas ao chão. Em todo lugar miragens sorriem dançam ao flamenco que levanta seus véus. O deserto sorri, deixa-se admirar, mas não deita comigo quando anoitece. Recolho meu corpo sob o aroma de suas axilas suaves, sonho nele e ele sonha nações distantes. Sou apenas uma brisa vaga embalando seu sono.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ao longe maciços avermelhados anunciam outro deserto. Brilham na luz dos trovões de chuva ácida. Paredões de carros compactados comidos pela ferrugem, gigantescos corais de metal. A campina de ferro velho, riachos de óleo, grotões de graxa, onde a vegetação rasteira de placas de circuito integrado bruxuleia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A noite durmo embalado pelo zunido das máquinas defeituosas. A aurora traz o aroma das selvas de jeans. Acordo ao som das calças esvoaçando, presas entre fios de aço nas copas de espuma e molas dos bancos rotos. O bosque de jeans puído fala comigo a linguagem inefável do silêncio, a pressão das altitudes no fundo do ouvido, quando caio por um segundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Começam a nevar manuscritos, as placas queimam, perdem a taxonomia. Tomos gotejam, o chão fica coberto de gramática. Em um súbito sol de voz vejo subir o vapor de conceitos, eles preenchem o ar com seus poliedros. O deserto fala comigo. Seus sólidos me criticam como outrora, mas exibem lacunas. O deserto revela as fragilidades de sua ecologia enquanto boemia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O deserto não sabe de mim, escaravelho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Desconhece que em seu pó me espelho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não sei onde ele sonha, onde se trata.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apenas tento ser o silvo em sua prata.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ali onde um suado trapo de jeans farfalha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quero ser daquela navalha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;(&lt;span style=""&gt;                 &lt;/span&gt;)...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-7133194430971199835?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/7133194430971199835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=7133194430971199835' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7133194430971199835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7133194430971199835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/09/desertos-de-mim-mesmo.html' title='Desertos de mim mesmo'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-4674358522803960302</id><published>2008-08-26T20:22:00.000-04:00</published><updated>2008-08-26T20:41:51.405-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autoreferencias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cenas Noturnas'/><title type='text'>Sexta Feira Fria</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mais um fim de semana. Desta vez, o ônibus adia por uns quarenta minutos minha saída para a balada. Apesar da via expressa sul, ficamos parados uma meia hora por conta do Jogo do Avaí, um lembrança dos velhos tempos sem aterro, com a Costeira trancada por mais de uma hora. Sigo para uma tradicional área na vida noturna da ilha, para um dos mais típicos bares dançantes do lugar. Local a muito caracterizado como ponto de azaração, onde transcorrem as dinâmicas da vida de solteiro de tantos moradores de Florianópolis. Destaco: moradores, afinal ainda é inverno e há poucos turistas. Contrariando minha expectativa a entrada é barata, primeiro sinal do quanto eu mistificava o local. Não está muito cheio, ótimo pra dançar com desenvoltura e observar os freqüentadores. Logo á porta, um velho conhecido me pede cinco pilas pra completar uma cerveja (600ml= R$ 6,00. Não é a toa que não bebi nada a não ser uns goles oferecidos). No ambiente fechado eu poderia estar em qualquer lugar, mas dada a situação e os velhos relacionamentos sempre reaparecendo diante de você, á física da ervilha de Floripa manifesta-se. No canto do palco minha amigas, uma delas trouxe a colega de trabalho. Em uma dessas inesperadas ironias, o rosto dela e o biotipo me lembram uma antiga paquera Paulista. Acho encantador a timidez, o biquinho enquanto dança, a preocupação com o leve excesso de peso e o senso gregário, aquele impulso de estar sempre &lt;st1:personname productid="em grupo. Estou" st="on"&gt;em grupo. Estou&lt;/st1:PersonName&gt; enferrujado, mas as inusitadas coreografias da amiga que me recorda &lt;a href="http://angelblue83.multiply.com/journal/item/151/151"&gt;Carol Dunlop&lt;/a&gt;, despreocupadamente desarticuladas vão aos poucos, por imitação,desatando meus nós.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Como é agradável poder dançar despreocupado em uma sexta despretensiosa, botar em dia os ossos e ver-se ainda capaz de seguir um ritmo. O som poderia ser melhor, menos alto, menos gritado, mas a percussão salva a noite. Mas o som é só cenário, o conteúdo humano é o que interessa. Por mais tranqüilo que esteja não deixo de reparar nas pessoas. A simpática moça da portaria, as duas meninas ao lado do nosso grupo, um trio de duas mulheres de preto e um homem de camisa branca. Uma delas de cabelos castanhos mais claros é a namorada dele. A outra é uma linda morena, uma saia blusa e meias pretas. A blusa é cavada atrás e deixa á vista o belo contraste das alças pretas da lingerie com as costas. Na penumbra demoro a notar nela a presença de uma charmosa barriguinha. Cabelo preto liso, franja reta, perfil levemente aquilino, a ossatura nasal destaca-se á distância como um ornamento de cobre velho. Penso por um momento no fato dela estar sobrando, por acompanhar um casal, mas há um silencioso incômodo em sua figura, um sutil hieróglifo moreno dizendo: hoje não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas um rapaz, entre uns vinte oito trinta anos, cabelos pretos curtos e enrolados, óculos redondo, discretas entradas, chega junto dela e a tira pra dançar. Vejo á distância, por cima de ombros, como a interação começa sem jeito, a partir do zero, com dois completos desconhecidos. Ele infelizmente pega uma música para dançar á dois curta, seguida por outra mais rápida, mas segue colado á ela mesmo fora de ocasião. Já fui protagonista de cenas semelhantes em outros momentos. Conversas, mais uma ou outra dança ali e uma tentativa de beijo precipitada. Apesar disso, ambos ficam junto por mais um tempo, até que ele parte pra outra. Após mais ou menos uma hora e vinte minutos desde que reparei nela, a bela morena e o casal de amigos vai embora. Ela percebe que nada mais de interessante vai acontecer por ali, bota um grande casaco cinza, que deixa só as botas de fora e parte com o casal de amigos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O rapaz de óculos acabaria por ficar gravado na minha lembrança, pois naquela noite ele deu em cima exatamente das mulheres nas quais eu reparei. Eu olhava uma moça e ao olhar de novo lá estava ele. Foi inevitável contar pelo menos umas três tentativas da parte dele. Todas frustradas. Quando o bar esvaziava ao final do show, ele ainda tentou uma aproximação com uma moça de calça jeans e cinto vermelho de crochê, cujos quadris pediam adornos brilhantes e convidavam á noites árabes. Ela também não foi convencida, naquela noite a lábia do rapaz não foi suficiente. O DJ selecionou uma última música, dizendo que para quem não tinha ainda beijado na boca chegara a última chance. Mas o salão já estava praticamente vazio, era fim de noite. Despedi-me das amigas, elas possivelmente engatilhavam alguma coisa ou ao menos uma carona com dois caras e segui para casa a pé.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ao virar na rua onde tradicionalmente fica quem pede carona pro sul da ilha, eis que reconheço o rapaz de óculos, polegar ao largo. Ele articula aquele monossilábico e formal cumprimento entre dois desconhecidos, cujo única experiência em comum é ter estado no mesmo lugar, quando passo. Sinto vontade de cumprimentá-lo, elogiar o seu bom gosto para mulheres, mas sei o quanto seria impróprio. Ele não precisa de um cínico presunçoso em seu fim de noite. Ele também não está com uma cara muito bem humorada, como seria de esperar. Mas não deveria, pois ao menos ele tentou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eis a Fé. Como poderá o peregrino saciar sua sede em um mundo de igrejas vazias?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sigo em paz para casa e durmo o que me resta da noite com gosto. No dia seguinte penso em como é bom estar livre da ansiedade da busca desesperada por um par. Guardada a advertência de &lt;a href="http://qualdelas.blogspot.com/2007/10/refem-da-solidao.html"&gt;Baden Powell&lt;/a&gt;, resta a estrada. E o mundo onde as catedrais acordam de vitrais baços, naves sem fiéis, altar sem velas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-4674358522803960302?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/4674358522803960302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=4674358522803960302' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/4674358522803960302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/4674358522803960302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/08/sexta-feira-fria.html' title='Sexta Feira Fria'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-9058376708061110636</id><published>2008-08-18T20:39:00.000-04:00</published><updated>2008-08-18T21:00:16.071-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autoreferencias'/><title type='text'>Novo Vizinho</title><content type='html'>Olá Gente( olá?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom quem vem aqui deve ter notado o link ali ao lado.&lt;br /&gt;É um novo blog, só para minhas histórias de ficção e ficção científica.&lt;br /&gt;É um antigo projeto, de concentrar em um só lugar textos variados de ficção, desde contos, aventuras de RPG ou idéias de roteiros de histórias em quadrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhi o wordpress, talvez seduzido pelo glamour de ser um serviço onde algus escritores interessantes usam como a &lt;a href="http://cristinalasaitis.wordpress.com/"&gt;Cristina&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cristinalasaitis.wordpress.com/"&gt;&lt;/a&gt; ou o aqui desconhecido &lt;a href="http://craphound.com/"&gt;Cory Doctorow&lt;/a&gt;. Ou simplesmente por conta de maiores opções de personalização.&lt;br /&gt;Porém o wordpress não é amigavel para quem publica a base do recorta e cola como eu, do word para a caixa de texto do blog, o que chegou a ser irritante no começo, mas tornou-se uma desculpa para aprender tardiamente &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cascading_Style_Sheets"&gt;CSS&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eles deveriam ter uma simples caixa para edição de fontes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, o bezoar ainda está por desenvolver, mas está aí. Aproveitem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-9058376708061110636?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/9058376708061110636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=9058376708061110636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/9058376708061110636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/9058376708061110636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/08/novo-vizinho.html' title='Novo Vizinho'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-3776365380298824339</id><published>2008-08-14T18:33:00.000-04:00</published><updated>2008-08-20T19:07:58.720-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sambas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amigo Urso'/><title type='text'>Samba do Mês</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando você acha que tá tudo ruim e não pode piorar, um amigo espírito de porco se inspira na sua vida pra fazer samba:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O seu dedo, você quase decepou.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O cabo do acelerador se soltou.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sua internet se apagou.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Seu coração, uou, uou.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E Agosto só começou. (breque)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas não perca a esperança,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Existir é uma dança,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Chegou à hora de bailar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não faça essa carranca,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Se a vida não arranca,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;É a hora de trocar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Troque o câmbio da sua conjuntura,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A caixa de marchas não atura,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;As ladeiras do Não Há.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mude o cabo limpe o freio,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Tem um caminho do meio,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Onde quer que você vá.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Deixe entrar a alegria,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Nem que seja a fantasia,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;De o sambista esganar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Diminua a filosofia,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois senão a bateria,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Certamente vai vazar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Nossa carga já é demais,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Estamos sempre aquém.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;No mandando postais,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;De um mundo sempre além.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Se a conexão acabou,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O fabricante se mandou,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O investimento não se pagou,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E outro mês nem começou.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Dê-me um abraço casto,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Contemplemos o abismo, pois ele é tão vasto...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Lálalalá lairáralalalairá!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Lálalalá lairáralalalairá!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-3776365380298824339?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/3776365380298824339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=3776365380298824339' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/3776365380298824339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/3776365380298824339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/08/samba-do-ms.html' title='Samba do Mês'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-5252714228162254747</id><published>2008-08-13T15:29:00.000-04:00</published><updated>2008-08-13T15:37:49.677-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Debates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tribuna do povo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Lei Seca e transporte coletivo</title><content type='html'>Na última sexta-feira sai para a noitada de ônibus. O bar de samba, última moda na noite de Florianópolis, já que o forró perdeu o pódio faz tempo, é longe de onde moro, mais de trinta quilômetros. Enquanto duas amigas esperavam no terminal do Rio Tavares, eu ficava em casa procrastinando a possível saída. Por fim me decidi e peguei o ônibus que saía do centro ás 23h05min, chegando ao meu bairro ás 23h33minmin.  Procurei não pensar, como tantas vezes outrora, nos hipotéticos obstáculos que poderiam aparecer, frustrando a jornada. Cheguei ao centro ás dez para meia-noite, peguei um Agronômica, fui ao terminal da Trindade, chegando ás 00h17min e lá por fim, peguei o último ônibus para o bairro visado, ás 00h:25min. Tudo correu tão bem, dando a impressão de que o sistema de transporte coletivo estendia sucessivamente tapetes de boas vindas, a cada conexão que eu pegava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao final da noite, apesar das tentativas de pegar carona, o ônibus novamente, no caso a linha Madrugadão Norte da Ilha, nos levou de volta para o terminal do centro da cidade, onde tomamos o Rio Tavares Paradoura e depois, no meu caso, Lagoa Rio Tavares ás 05h50 da manhã (chegou um minuto atrasado no Terminal Rio Tavares, nada demais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Durante á noite, o assunto Lei Seca surgiu aqui e ali, em um comentário, em uma observação, abordado direta ou indiretamente. As meninas comentaram, influenciadas provavelmente pelo frio de nove graus Celsius, que a arquitetura dos terminais de ônibus de Florianópolis intensifica, no quanto seria bom ter um amigo com carro para poder voltar para casa tranquilamente. Eu concordei com elas em silêncio, achando graça de imaginar a possibilidade de uma indireta. Mesmo que fosse, pouco importava, pois éramos companheiros na mesma barca. Porém fiquei pensando nas grandes estruturas subjetivas da sociedade, abalroadas inadvertidamente pela Lei Seca, como o machismo ou o status social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Chegar de carro na balada ainda causa, mas voltar nele não mais. Do homem de classe média é retirado seu veículo, símbolo por excelência de seu sucesso financeiro, social e por conseqüência galardão de sua masculinidade, e ele é obrigado a depender da perícia alheia ao volante. Ó revolta! Se ao menos ele possuísse dinheiro para um chofer ou para o táxi estaria tudo resolvido e a crista ainda levantada. Mas não. Até nisso a lei é cruel: relembra ao homem da existência de seus patrões. Daqueles que bebem de rios de dinheiro, inclusive daquele advindo dos impostos que ele paga. Pior, ao ver de súbito a blitz, o homem de classe média flagra em si um medo da polícia semelhante ao de um ladrão, lhe sobe á garganta a náusea de ser nivelado á periferia, local de onde, no seu imaginário, vêem os bandidos. E logo está ele ao bafômetro, os números sobem e ele em instantes de pesadelo vê-se igualado á grotesca figura do malfeitor, antecipa entre lágrimas o abraço acre e emocionado dos colegas de cela, percebe o quão curta é a distância entre o cidadão de bem e o fora da lei. O quanto esse tempo todo ele esteve próximo á sanção do braço forte do estado, enquanto uns poucos, por ele eleitos flutuam imunes ao suor do ganha-pão cotidiano e á miséria. Eis o feio da nova lei: ela iguala. E ninguém quer ser igual. Na prática, apesar da carta de direitos humanos, não existe o meu semelhante, existem os outros, que erram, cometem os crimes e não prosperam. Eu nunca serei um deles e qualquer lei que mesmo na contravenção transforme o outro em meu semelhante é uma aberração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não vou aqui questionar a rigidez dos limites de álcool no sangue previstos pela nova lei, álcool e direção não combinam, e pronto. A lei parte de um princípio lógico e razoável. Para algumas pessoas é possível beber dois chopes ou mais e continuar plenamente capaz de dirigir, mas e daí? Na mesma faixa onde transitam com segurança os acostumados a beber e dirigir há lugar para os imprudentes. Vale o risco? No meu entender a solução é simples e cristalina: deixe o carro em casa e vá de ônibus para a balada. Para essa idéia ser viável, mais linhas de transporte coletivo devem ser providenciadas, nos horários da madrugada e principalmente nos fins de semana, como já ocorreu em São Paulo. Tal iniciativa deveria vira um padrão nas outras cidades brasileiras, quebrando a lógica da necessidade de ter carro para sair á noite. Permitindo a livre circulação do lazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por livre circulação do lazer entendo a liberdade do cidadão de ir e vir durante seu período de recreação e entretenimento. Para quem depende exclusivamente de transporte coletivo, tal falta de mobilidade é contornada com um programa que elege um só local para a balada e não está aberta a deslocamento durante a madrugada, devido á falta de meios de locomoção, como o episódio vivido por mim no último fim de semana. Naquela noite eu estive satisfeito com o sistema de transporte público, mas somente porque soube criar uma estratégia de sobrevivência ás condições que este me impõe. É só observar a tabela de horários do fim de semana para ver que o sistema de transporte público trabalha contra você. O número de horários diminui, o desconto do passe estudantil deixa de valer e a noite os coletivos viram uma rara visão. Tanto que ao contar para amigos que consegui curtir a sexta de ônibus recebi olhares admirados. Florianópolis pareceu lhes pareceu, por um momento, funcionar como uma metrópole cosmopolita, a utopia do cidadão urbano devidamente respeitado pela cidade onde mora tornada realidade. Ou simplesmente a súbita iluminação de constatar a existência de uma brecha para a vida boêmia nos horários de ônibus, até então ignorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aqui em Florianópolis os contratos das empresas de ônibus venceram e as eleições se aproximam. Em frente ao terminal do centro, um movimento tenta conseguir assinaturas do povo para pedir uma nova licitação dos transportes. Motivos não faltam e a hora é propícia. Fico pensando como seria bom que as companhias de ônibus urbanos fossem como os candidatos, tivessem de convencer a população do bom serviço vão fazer se contratadas, ou que fazem e vão continuar fazendo se reeleitas. Melhor seria poder identificar os candidatos que possuem companhias de ônibus. Lançar luz no limbo onde habitam políticos e empresas de transporte coletivo. Aquele evento tão deixado ao deus dará pelo poder público, ás obscuras licitações. Porque não inovar e expandir os critérios de licitação? Em um daqueles momentos seja você mesmo o empreendedor, acaso tivesse capital, eu ficaria contente de explorar apenas as madrugadas e fins de semanas, justamente nos horários onde os ônibus tradicionalmente minguam. Com a lei de tolerância zero tenho certeza de que clientes não iriam faltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quer dizer, com a lei e com muito mais fiscalização. Ao sairmos do bar no fim de semana, eu e minhas amigas pudemos constatar vários motoristas embriagados, inclusive aqueles a quem elas pediram carona. Uma delas observou que deviam existir blitze permanentes. Ela está certa, mesmo que na prática falar de fiscalização ás quatro da manhã cause risadas ou o movimento repetitivo de ombros. São necessários mais policiais? Novos empregos no horizonte então. Precisamos de mais fiscais para fazer valer também a legislação ambiental, contratar nunca foi tão necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Estamos em Agosto. O STF julgará a constitucionalidade da lei. Espero que a lei sobreviva a este mês e fique como está, rígida. Não que eu seja simpático ao despotismo brando ou a um estado policial, mas quero ver o quanto a sociedade vai mudar ou permanecer igual com ela em vigor. Agora com licença que vou fazer os cálculos de quanto eu preciso ganhar pra poder usufruir uma corrida de táxi mais de duas vezes por mês. Até a próxima e uma feliz Tolerância Zero para vocês!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-5252714228162254747?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/5252714228162254747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=5252714228162254747' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5252714228162254747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5252714228162254747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/08/lei-seca-e-transporte-coletivo.html' title='Lei Seca e transporte coletivo'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-4199246268378147681</id><published>2008-07-17T19:37:00.000-04:00</published><updated>2008-07-17T19:46:18.378-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Críticas'/><title type='text'>Detalhes de morar sozinho</title><content type='html'>Pensando nas coisas boas de morar sozinho, uma dessas súbitas revelações surgiu dentre detalhes geralmente ignorados dada sua escatológica intimidade: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A súbita economia de papel higiênico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nunca coloquei nessas páginas detalhes da minha vida pregressa um esclarecimento: De 98 até 2006, seja casado, seja em república de estudantes, dividi a casa e suas despesas e alegrias com amigos. Nos últimos anos de moradia coletiva, em uma configuração particularmente agradável, de apenas três pessoas, ainda me admirava a velocidade vertiginosa que o papel higiênico acabava. As visitas claro contribuíam, principalmente nos fins de semana. Sutilmente fui percebendo que as visitas femininas eram as responsáveis pela devastação da mata nativa e sua conseqüente substituição pela monocultura do eucalipto. Após tantos anos para evoluir da incompetência abissal, rumo á excelência em limpeza de banheiros, senti-me como um Sísifo preso dentro de um livro de etiqueta. Onde por mais inútil que pareça a tarefa, não se deve comentar, pois o mínimo é apenas seguir fazendo. Recentemente uma amiga contribuiu inconscientemente para minhas reflexões, ao esquecer no vaso uma pequena tira de papel, indício suficiente para ativar minhas habilidades detetivescas e deduzir que todo o assento havia sido forrado de papel higiênico. Subitamente vi minha singela casinha se tornar um posto de gasolina arruinado na beira de uma estrada secundária no interior, envolto na névoa de poeira deixada pelos constantes caminhões. Um restaurante servindo pratos á base de óleo, cujos freqüentadores não ligam se é de motor ou de cozinha. E em um canto externo, respirando pesadamente como uma besta ancestral com o hálito milenar de heróis e mendigos devorados, pulsando qual um fungo das trevas, um daqueles banheiros que assombravam minha mãe e irmã nos velhos tempos de viagens com a família. Quando você crê ter alcançou um padrão normal de higiene, a vida rapidamente lhe prova o quanto você estava sendo pretensioso, e aquele assento aparentemente tão limpo era na verdade um criatório de micoses ignorado em sua residência, onde uma orquestra fúngica preparava a próxima melodia de sucesso para o verão, aquela que gruda e não sai mais da cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida de quem trabalha com limpeza não é feita de exagerados melodramas. É uma estrada zen de disciplina, repetição e imperturbável avanço. Não questionar, apenas limpar. Tai Chi da praticidade, uma dança objetiva com o caos, desprovida de rancor, focada e justa. Como Krishna matador de demônios. Desse ponto de vista posso compreender a prática de forrar os assentos como uma espécie de sentido transcendental adquirido com o treino, onde um simples assento de vaso (salvo exceção do da própria casa) é visto como um espaço adimensional e eterno, existindo na constante espera de ser forrado, independente das ilusórias garantias materiais de asseio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto pratico as minimalistas técnicas marciais do consagrado mestre Miyagi, no banheiro de casa, imagino um dia em que dentre tantos acessórios desnecessários postos pelo consumismo exacerbado dentro do lar, em uma casa inteligente, um assento de vaso interativo detecte o contato de papel higiênico com sua superfície e avise:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá! São 16h50min do dia 25/04/2024. Este assento foi limpo pela última vez ás 09h26min do dia 23/04/2024 e até o presente momento encontra-se livre de vida microbiana. Não são necessárias adicionais precauções higiênicas. Tenha uma boa tarde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o súbito conforto da oportuna voz da ecologia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-4199246268378147681?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/4199246268378147681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=4199246268378147681' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/4199246268378147681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/4199246268378147681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/07/detalhes-de-morar-sozinho.html' title='Detalhes de morar sozinho'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-4362577137617978551</id><published>2008-07-15T16:44:00.000-04:00</published><updated>2008-07-15T17:50:38.651-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bailes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cenas Noturnas'/><title type='text'>Você se Pintou</title><content type='html'>Quando vi você a primeira vez, reparei no contraste entre sua beleza e a maquiagem. Naquele dia estava cansado e dormi no samba, um disparate. Depois soube seu nome e lembrei a música do Caymmi. ...”Você já é bonita com o que Deus lhe deu...” Não tenho como me zangar com você nem ficar de mal, e pelo tempo que não lhe vejo, sequer pensar que teu rosto é só meu, mas permanece o encanto daquele olhar com uma certa melancolia boêmia, apesar da água mineral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas sombras debaixo dos cílios brilhavam na luz negra e me remetiam a pintura protetora de alpinistas, um quê de boxeador ou talvez uma pintura de guerra de soldados camuflados. Nada disso escondia as belas olheiras notívagas, um olhar temperado de lúgubre, com um sorriso encantador. Sombras de suas batalhas pessoais, para mim desconhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino seu horror ao ler tais comparações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de uma amiga que recebeu uma esdrúxula cantada na universidade, o cara elogiou as lindas olheiras que ela tinha. Rimos da ambigüidade e veja você, agora elogio olheiras como quem admira uma musa gótica encontrada em uma casa de samba. Paradoxos... Aparentes. Diria-lhe hoje: menos maquiagem (sim, eu vi que você quase não usa). Seu semblante é algo tão doce que não precisa de açúcar, deve ser bebido puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além dos devaneios, o importante mesmo foi dançar com você e, apesar da minha falta de prática, sentir a maravilhosa tensão de pantera debaixo daquele vestido fino, praticamente inexistente ao tato. A embriaguez poética da única e sutil peça de roupa de baixo. Quando penso na meditação de se ater ao instante e torná-lo eterno, o momento que senti o início da curva de seu quadril e lhe guiei os passos torna-se transcendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grato pela dança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-4362577137617978551?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/4362577137617978551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=4362577137617978551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/4362577137617978551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/4362577137617978551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/07/voc-se-pintou.html' title='Você se Pintou'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-7009030873981512653</id><published>2008-07-07T18:41:00.001-04:00</published><updated>2008-07-07T18:45:46.044-04:00</updated><title type='text'>Também em Fotolog</title><content type='html'>Ah sim, antes que eu me esqueça, botei em prática uma velha idéia. Confiram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invernos Em Floripa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.fotolog.com/bufodiarlechino&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-7009030873981512653?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/7009030873981512653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=7009030873981512653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7009030873981512653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7009030873981512653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/07/tambm-em-fotolog.html' title='Também em Fotolog'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-8322226606231425409</id><published>2008-06-23T14:04:00.000-04:00</published><updated>2008-06-23T14:12:33.106-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sambas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pretensões'/><title type='text'>Amor sem tostão</title><content type='html'>Quero um amor sem tostão,&lt;br /&gt;Um amor sem conquista.&lt;br /&gt;Amor só de coração&lt;br /&gt;E que ela seja paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizes que penso de inverso,&lt;br /&gt;Falo o absurdo incrível.&lt;br /&gt;Mas me diz o universo&lt;br /&gt;Com certeza é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor sem carro, sem dinheiro,&lt;br /&gt;Sem promessas de pensão.&lt;br /&gt;Amor sem apoio financeiro&lt;br /&gt;E que nunca abra a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amor sem cartão&lt;br /&gt;Crédito ou avalista.&lt;br /&gt;Sem compensação&lt;br /&gt;E no Serasa não exista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lhe darei dinheiro,&lt;br /&gt;Transporte ou abrigo.&lt;br /&gt;Mas serei teu por inteiro&lt;br /&gt;E te quero sempre comigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não terei dívidas, ativos,&lt;br /&gt;Papéis em ascensão.&lt;br /&gt;Só sentimentos cativos&lt;br /&gt;Do teu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltei aula de economia&lt;br /&gt;E de estatística.&lt;br /&gt;Investi na que sorria,&lt;br /&gt;Desprezei a logística&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amor sem tostão&lt;br /&gt;E que ela seja paulista.&lt;br /&gt;Apenas puro coração&lt;br /&gt;Em plena Paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vadiar na avenida&lt;br /&gt;Pedir por caridade.&lt;br /&gt;Fundos para a vida&lt;br /&gt;De um casal da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esmolar nosso dinheiro&lt;br /&gt;Em frente á FIESP.&lt;br /&gt;Ali nosso afeto inteiro&lt;br /&gt;Aos investidores se despe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo pode até rir&lt;br /&gt;Da nossa falta de capital.&lt;br /&gt;O teu peito partir,&lt;br /&gt;Mas sigas sentimental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentar no meio fio,&lt;br /&gt;Secar-lhe o rosto&lt;br /&gt;Com a toalha suada.&lt;br /&gt;Choras um rio,&lt;br /&gt;Choras com gosto,&lt;br /&gt;Pois sabes que és amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso lhe dar amor&lt;br /&gt;Carinho atenção,&lt;br /&gt;Até um filho lhe dar.&lt;br /&gt;Diante do teu estupor&lt;br /&gt;Fazer uma canção,&lt;br /&gt;O impossível provar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não posso, não quero,&lt;br /&gt;Ter que por esse amor trabalhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-8322226606231425409?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/8322226606231425409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=8322226606231425409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/8322226606231425409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/8322226606231425409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/06/amor-sem-tosto.html' title='Amor sem tostão'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-7200785808114004753</id><published>2008-06-20T15:20:00.000-04:00</published><updated>2008-06-20T15:27:40.105-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>Segue o ritmo</title><content type='html'>Fora tentativas de musicar pra ser feliz, as quais levantam as sobrancelhas de meus amigos músicos ao mesmo tempo em que lhes entorta metade da cara, vamos insistindo. O tempo segue frio, os prazos vão chegando ao fim, a comida sobe de preço, tomar cerveja gelada em bar aberto se torna surreal. Velhos inimigos se reúnem em volta dos mesmos rancores no inverno e as novas e inconstantes pessoas em minha vida continuam surgindo e sumindo, na mais tranqüila rotina fantasmal. Assentamento de tijolos, jejuns periódicos, tapetes velhos e a longevidade dos botijões de gás vêm á baila no papo pós-almoço, emoldurando o feijão, arroz com couve e macarrão com abóbora, batata e carne moída. O vizinho tira a sesta e acorda com jazz, enquanto o sol vai oblíquo no meio da tarde. Uma metrópole dos anos trinta desliza devagar do outro lado da rua, subindo o rio num barco a vapor. Ruas surgem entre fachadas e fundos, insinuando o trânsito interior, enquanto os olhos tentam seguir um trabalhador subindo a ladeira. Quem me vê, cumprimenta e segue a rotina. A lama da rua não secou e sua frieza opaca e poças claras me remetem à argila e fornos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seriam todas as ceramistas complexas dobraduras vivas de origami, através do barro dialogando com a própria fragilidade? O papel deve admirar aquilo que pode atravessar o fogo e nascer de novo, novamente em belo e útil branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esfriam as sombras de Junho e a dama de terracota admira o fogo, cercada de azul chumbo, sorrindo danças mais leves, despreocupada como uma bandeirola de festa. Um segundo andar desabrocha como uma oração de alvenaria no fim de tarde, levando consigo o hálito de promessas sonolentas. Só o cálcio sobreviverá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-7200785808114004753?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/7200785808114004753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=7200785808114004753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7200785808114004753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7200785808114004753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/06/segue-o-ritmo.html' title='Segue o ritmo'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-2607003132844446795</id><published>2008-06-20T15:15:00.000-04:00</published><updated>2008-06-20T15:20:23.174-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sambas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Faltou á aula</title><content type='html'>Nunca vi, moça tão prática.&lt;br /&gt;Quando o assunto é amor.&lt;br /&gt;Criou até, nova gramática,&lt;br /&gt;De uma língua sem dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco vocabulário&lt;br /&gt;Para falar, de emoção.&lt;br /&gt;Sim, pois é precário,&lt;br /&gt;Neste mundo, ter coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nananina nã, na ni na ni não,&lt;br /&gt;Não gostei de te ver aqui.&lt;br /&gt;Sua visita, é uma opressão&lt;br /&gt;Ao meu senso de piri pi qui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tipô puxa, afe, le chatô.&lt;br /&gt;Eu falei, quero só curtir.&lt;br /&gt;Se estive lá, quando lá não tô,&lt;br /&gt;Era só pra não precisar mentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nananina nã, na ni na ni não,&lt;br /&gt;Já te disse não venha aqui.&lt;br /&gt;Sua visita é uma opressão.&lt;br /&gt;Ao meu senso de piri pi qui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tadadijadeu, podeirsevá,&lt;br /&gt;Eu já provei, então já passou.&lt;br /&gt;O consumido, usado está.&lt;br /&gt;Não importa se o amor sobrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso a sua voz,&lt;br /&gt;Qual sólida luz.&lt;br /&gt;Dissipa a ilusão atroz,&lt;br /&gt;Quando a nota conduz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisera eu só amar&lt;br /&gt;Mãe, pai, irmão, irmã.&lt;br /&gt;Tive logo que gostar&lt;br /&gt;De uma filha de Iansã...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-2607003132844446795?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/2607003132844446795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=2607003132844446795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/2607003132844446795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/2607003132844446795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/06/faltou-aula.html' title='Faltou á aula'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-8555464531632583017</id><published>2008-03-20T17:53:00.000-04:00</published><updated>2008-03-20T18:00:39.748-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa de guardanapo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa'/><title type='text'>Livro Afinal</title><content type='html'>Achei seu livro. Caído no vão de uma escada de uma casa condenada, recusado pelo mofo e pelas traças. Achei seu livro. No bolso de um casaco na seção de achados e perdido do metrô, com ingressos usados do último filme assistido. Achei seu livro. Em uma caixa de papelão por um real, em um sebo ambulante. Em um bote no fundo de uma cisterna, dentro de um embrulho impermeável. Na gaveta de uma mesa esquecida pelo antigo morador. Achei seu livro. E lá dentro, cuidadosamente desdobrada e plana a embalagem de um incenso estava de marcador. Bem no começo. Achei seu livro e ele não era seu, era da autora. Isto é óbvio. Mas ele já era seu estava impregnado em você como um novo aroma e era visível no seu olhar, na sua face. Você sinestesia da sinestesia anterior. Achei o livro, mas o sonho era tarde. Você acordou cedo, entrou em outra realidade. Uma vida febril e muito nova, não cabe nas frases, nem será eterna, porque isso não tem graça. Penso em porque gostamos de cidades invisíveis, de viver nelas e sonhar com planícies ancestrais. Penso que cheguei tarde demais. Mas se pensar assim fica a autora, em outro paralelo aonde nunca alcancei. Meu par perfeito ali no lado de fora. Mas só agora. Encontrada antes não serviria. Mas ficamos bem, os três, cada um na sua realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o livro é bom, muito bom na verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-8555464531632583017?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/8555464531632583017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=8555464531632583017' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/8555464531632583017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/8555464531632583017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/03/livro-afinal.html' title='Livro Afinal'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-6686702260071104368</id><published>2008-02-28T13:22:00.000-04:00</published><updated>2008-02-28T13:27:30.414-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clipes'/><title type='text'>Clipe</title><content type='html'>Você olha pela janela. A cidade começa a se adensar. O cheiro agradável do carro começa a feder trazendo memórias demais. Tira os pés do vidro e se ajeita como quem está indo para o trabalho. O mundo acelera em câmera lenta ao seu redor. Você toca a porta e ela abre, o carro parou sem se fazer notar. Sem despedidas, parece um táxi e não risadas, carinho e cumplicidade. Só uma estátua na penumbra ao volante. Sem olhar para trás, seu rosto em primeiro plano e um cenário desfocando ao longe atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vaga pelas ruas, o cabelo bate no alto dos ombros e te faz lembrar de quando ele era comprido. Tempos de mestrado, poucos e bons amigos, romances platônicos, muitas promessas. Recorda a saída da universidade com seus colegas, sorrisos, olhares tímidos e cada um deles vai se afastando para um carro, um ônibus, um metrô e você fica sozinha, com a cidade passando atrás como em uma esteira de fábrica, mudando a cada rua transversal que você atravessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estás no presente. O rosto melancólico comprime os lábios em um bico e as sobrancelhas pretas  definidas erguem um arco “e se”. O vestido preto e azul agora é branco e você mexe na bolsa, acaricia a lebre caramelo lá dentro, tranqüila entre paredes de veludo vermelho e um piso de grama. Pega um estojo largo feito de jeans e quando ergue vê a si mesma esperando o ônibus, calça puída e tênis gastos, jaqueta um tamanho maior, celular na mão, abre, fecha, olha o ônibus e contempla a tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultrapassa a si mesma e se vê sentada em uma escadaria, amigas em volta, cortando a calça pra fazer o estojo. Você abre e tira dele uma grossa trança dos seus cabelos pretos com fitas vermelhas nas pontas. Você a coloca no pescoço enquanto anda, é uma gargantilha. Amarra as fitas e antes de dar o nó puxa as pequenas cordas que derramam o azeite de oliva que empapa a trança. O azeite escorre pelo seu colo nu e mancha o vestido. Você dá o nó. Seu vestido começa a mudar para verde escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo desacelera ao seu redor quando você solta as mãos e olha fixamente pra frente, o rosto melancólico substituído por uma determinação impassível. O sol aparece ao seu lado e você sorri na direção dele, lábios com um brilho verde refletem insetos voando. Entrega sua bolsa para um louva-deus gigante que lhe faz uma mesura com a cabeça. Olha pra frente de novo e caminha confiante. Começa a chover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você fecha os olhos, ergue o rosto, abre os braços e se joga girando em direção a avenida. Você gira sem parar na avenida molhada e os carros começam a derrapar e giram junto contigo, a água sobe entre eles formando lentas colunas ascendentes. Vista de cima, você é um ponto verde entre manchas coloridas escorrendo em linha reta pelo vidro do carro. Os reflexos da estrada brilham lá fora. Você puxa a aba do casaco com frio e se ajeita melhor no banco. Olha para o vidro e devaneia. O cheiro dentro do automóvel te conforta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu rosto vai ficando pequeno enquanto o carro, a estrada e a paisagem se afastam em ritmo constante, até parecerem uma coisa só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-6686702260071104368?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/6686702260071104368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=6686702260071104368' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/6686702260071104368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/6686702260071104368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/02/clipe.html' title='Clipe'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-2350164010133218458</id><published>2008-02-26T19:38:00.000-04:00</published><updated>2008-02-27T18:43:58.034-04:00</updated><title type='text'>Manteiga Epifania</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PMj2kr2hTQw/R8XjTzgzkmI/AAAAAAAAABg/EhBcis8XCdU/s1600-h/P2230147.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PMj2kr2hTQw/R8XhvTgzklI/AAAAAAAAABY/e-e3Q3gQkgM/s1600-h/P2230147.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PMj2kr2hTQw/R8XhSDgzkkI/AAAAAAAAABQ/fYsska_OOCw/s1600-h/P2230146.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171787447401681474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PMj2kr2hTQw/R8XhSDgzkkI/AAAAAAAAABQ/fYsska_OOCw/s320/P2230146.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PMj2kr2hTQw/R8SxSzgzkjI/AAAAAAAAABI/ok-weUsQsyk/s1600-h/P2230151.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;?xml:namespace prefix = v /&gt;&lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;&lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;&lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;&lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;&lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;&lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;&lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;&lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;&lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;&lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;&lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;&lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;&lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;&lt;v:path extrusionok="f" gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:lock ext="edit" aspectratio="t"&gt;&lt;v:imagedata title="P2230146" src="file:///C:\DOCUME~1\Usuarios\CONFIG~1\Temp\msohtml1\03\clip_image001.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;Quando olhei pela primeira vez esse pote de manteiga fiquei surpreso com o &lt;span lang="EN-US"&gt;design&lt;/span&gt;. Manteiga em espinhas? Homenagem industrial ao úbere primevo? Um estudante de arquitetura com o prazo apertado para entrega de um trabalho teria ocas modulares em sua mesa. Todas as manteigas de pote até esse dia tinham sido iguais. Planas, lisas, ás vezes com um platô ou outro desnível para um lado, mas nunca assim, organizadas. “É da máquina”, me disse um amigo. Realmente, dá pra imaginar uma esteira e a manteiga vindo por tubos até os bicos dosadores, o suave som semelhante a um flato tímido quando o pote é preenchido. Teria eu sido enganado todos esses anos, por comerciantes que desligavam seus freezers durante a noite e assim desfaziam o singelo padrão? Teria a luz elétrica diminuído de preço, permitindo a volta daquela estética, sem ameaçar o lucro dos mercados com geladeiras ligadas? Nada disso, apenas uma mudança no padrão das máquinas dosadoras. Pelo menos para mim, a primeira em dez anos. A manteiga mais barata do mercado agora vinha com uma experiência estética gratuita. Um inesperado estímulo para racionar o produto quando a grana aperta. Agora havia como escapar da depressão ao constatar a geladeira quase vazia. Uma xícara com a última dose de café, o derradeiro pedaço de pão e uma contemplação.&lt;/p&gt;&lt;/v:imagedata&gt;&lt;/o:lock&gt;&lt;/v:path&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:stroke&gt;&lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;&lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;&lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;&lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;&lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;&lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;&lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;&lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;&lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;&lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;&lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;&lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;&lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;&lt;v:path extrusionok="f" gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt;&lt;o:lock ext="edit" aspectratio="t"&gt;&lt;v:imagedata title="P2230146" src="file:///C:\DOCUME~1\Usuarios\CONFIG~1\Temp\msohtml1\03\clip_image001.jpg"&gt;&lt;/v:imagedata&gt;&lt;/o:lock&gt;&lt;/v:path&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:stroke&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;&lt;br /&gt;Amanhece á mesa quase nada, &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;Ouço os sons do dia&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;Chega a luz da alvorada. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;O café ralo,&lt;br /&gt;No bule espera. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;O pão dormido,&lt;br /&gt;Acorda a fera, &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;A manteiga é destampada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urra a pança,&lt;br /&gt;Contemplo a textura.&lt;br /&gt;Espeta-me a lança&lt;br /&gt;Com ternura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desço entre monastérios&lt;br /&gt;Cúpulas de ouro sob o sol. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;&lt;br /&gt;Caminho nas sombras de torres amarelas, uma cidade coberta de arabescos cambiantes, envolta na fumaça dourada de chá de manteiga de iaque. Um sensual aroma de úbere e óleo de açafrão envolve e aperta como diáfanas serpentes de vapor. Á sombra dos palacetes monges dourados ecoam o mesmo mantra. Odaliscas se espreguiçam no umbral de cambiantes portais. Seus sorrisos fluem ao contrário, para cima enquanto deslizam ao meu encontro, ventres generosos e curvas brilhantes derretendo ao sol...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ilumina já a mesa e amolece o pequeno quilate de Xanadu ali á espera. Começo a desfazê-lo com a faca...&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-2350164010133218458?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/2350164010133218458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=2350164010133218458' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/2350164010133218458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/2350164010133218458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/02/manteiga-epifania.html' title='Manteiga Epifania'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PMj2kr2hTQw/R8XhSDgzkkI/AAAAAAAAABQ/fYsska_OOCw/s72-c/P2230146.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-682286719590204798</id><published>2008-02-25T17:41:00.000-04:00</published><updated>2008-02-25T17:45:40.454-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Episódios'/><title type='text'>Noite no subsolo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu cheguei no bar com o Jota, naquele meu estilo elegante e lugar comum de vestir, com uma camisa gola pólo e uma calça jeans com aparência de nova. Ele estava como eu, mas seu eterno ar de sambista o tornava mais elegante, qualquer roupa caía bem com sua descontração. Naquela noite eu não estava distribuindo sarcasmo como de costume, mas entregue a uma ansiedade fria e previsível, por isso mesmo controlável. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em uma mesa no largo corredor do subsolo estavam as amigas do meu camarada. Na verdade vizinhas de prédio. Bom, só Sônia era amiga dele mesmo, a outra era amiga desta. Quando nos viram houve aquela pausa de segundos quando somos sondados com equipamentos de inconcebível tecnologia. Depois, os cumprimentos educados. Sônia era uma moça de altura mediana de uns vinte e seis anos, cabelos castanhos sem franja escorridos até o ombro, um lado mais despenteado. Rosto comum, porém belo, com um sorriso levemente triste que fazia toda a diferença. Usava uma mini saia branca justa e um casaco curto também branco e aberto, deixando a mostra uma blusa apertada de um verde escuro cintilante. Um decote generoso, coxas grossas, belas curvas. Para os padrões do meu amigo ela era gordinha, mas em minha opinião ele sonhava acordado com algum país de virgens anoréxicas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Gisele tinha ascendência oriental e curvas menos exuberantes, mas firmes e delicadas, que fluíam em conjunto sob o pano ao menor movimento. Usava um vestido roxo, estilo entre medieval e moderno, de mangas compridas e ombros levemente bufantes, mostrando uma parte das costas, expondo o pescoço e um par de hipnóticas saboneteiras de pantera. Seu cabelo longo também tinha mechas e reflexos roxos. Seus lábios carnudos ficavam mudando lentamente de formato, quando ela não estava fumando, como um caleidoscópio de brilho fosco. Infelizmente a maior parte das combinações que faziam com os olhos era de desdém.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Logo que nos sentamos ela ironizou com meus cabelos compridos e minha condição de estudante, fez questão de destacar que ela trabalhava, tinha um emprego em um escritório e se preocupava com coisas sérias e adultas. Eu mal tinha aberto a boca. Nem tomado um trago. Vieram as bebidas e ela forçou um interesse perguntando de que cidade eu vinha, filmes preferidos, livros e outros detalhes. Houve alguma conversa amena entre nós quatro, mas logo Sônia e Jota deram prosseguimento a algum assunto pendente entre eles. Continuei falando de mim para Gisele, consegui alguns sorrisos agradáveis, mas a situação no geral era terrível. Ela me olhava como se eu fosse um tedioso exemplar de uma raça de lesmas peludas, mais um medíocre improdutivo onerando a sociedade, com sua existência. Os mínimos movimentos de seu belo corpo agora eram os de um predador, indeciso entre sujar as garras na imundície ou livrar o mundo daquela aberração na sua frente. E ao mesmo tempo aquela calma por entre a fumaça do cigarro, aquela beleza envolvente como o som de um gongo atordoando os sentidos a cada piscadela. Ela era fantástica, mas isso ficava escondido debaixo da própria &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;merda&lt;/span&gt; rancorosa com que ela tinha se coberto. Gisele tinha sido cercada no centro da cidade por uma torcida organizada e quebrada até o menor dos ossos, á luz do dia em horário de almoço. A rua ficou assistindo e ninguém fez nada, seguiu sua rotina enquanto ela permanecia no chão coberta de mijo e fezes. E eu era só mais um cara menor do que o sofrimento dela. Um esboço, um contra regra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Uma hora nosso assunto morreu e ela ficou dando ostensivas olhadas para a amiga, com vontade de ir embora. Eu já havia reparado que Sônia fazia alguma confissão muito íntima para o Jota, tinha até chorado. Mas ele contou uma piadinha infame e conseguiu levá-la para a pista de dança. Era visível que nada ia rolar entre os dois, mas Jota mantinha a esperança. Os olhos de Sônia estavam em outros rapazes. Gisele viu que ia ter de esperar e tentou disfarçar no seu rosto, sem sucesso, aquela frustração de estar condenada a dividir seu tempo comigo. Sua educação fingida ficava cada vez mais insuportável. Perguntou-me sobre meus relacionamentos e após meu resumo soltou um suspiro irônico. Todo o sarcasmo que descarreguei no mundo estava voltando para mim naquela noite, querendo provar que deus existia e era uma mulher bela, amarga e vingativa. Não agüentava mais. Quando ela estava me ignorando ataquei:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Porque você tem de ser tão insuportável? O que te aconteceu? Sua amiga perdeu um filho, foi traída pelo ex-marido que roubou tudo que ela tinha e ainda passou AIDS pra ela. Mas ela ainda sai pra balada e curte a vida. Ela teria muito mais razão em ser frustrada com o mundo, mas não é. Não é curioso isso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Você virou um livro de auto-ajuda garoto? Se quiser aplaudir vai lá. Ela vai gostar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não, assim como eu ela não está aqui pra dar show, vivemos o presente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Fale por você. Ela vive de ilusão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Você é amarga.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela apagou o cigarro e sorriu, jogando os cabelos para o lado, saboneteiras ondulando como veludo. Inclinou-se devagar para meu lado enquanto falava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não. Vou te contar a verdade, já que estamos aqui após todo esse tempo. Eu e ela somos um espelho. Sou a sombra do teu reflexo. Nós somos tudo que restou do teu lado feminino. Esse é presente. Seja bem vindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sônia chegou da pista, pegando a bolsa e acenando pra amiga. Gisele se levantou e vestiu uma jaqueta jeans clara, ocultando toda a beleza de seu vestido. Jota lamentou a partida delas e ensaiou uma longa despedida. Sentado de pernas quebradas olhei para Gisele, engolindo a verdade. Não podia terminar assim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Meu lado feminino? Cadê a terceira de vocês?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sua delicada mão acariciou meu ombro enquanto ela se inclinava para sussurrar no meu ouvido. Suas voz tinha suaves cliques:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Então espertinho, essa aí é aquela que assombra as tuas punhetas. Tenta ser mais criativo tá bom? Curte a vida. Tchau.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Deu-me um beijo carinhoso e levantou-se. Pegou Sônia pelo braço e acenou pro meu amigo. Jota sorria, satisfeito e radiante. Cerveja na mão passou o copo, enquanto me cutucava com o cotovelo, repetindo e aí, e aí?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu estava mudo, havia sido derrotado. Senti o copo na mão, a cerveja gelada descendo, ouvi minha voz, mas dentro de mim já tinha levantado e ido embora. O bar virou um jogo de luzes coloridas dentro de uma esfera de vidro que encolhia, cercada de escuridão. Eu tinha olhado o abismo e ele me olhou de volta. E riu da minha cara.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-682286719590204798?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/682286719590204798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=682286719590204798' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/682286719590204798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/682286719590204798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/02/noite-no-subsolo.html' title='Noite no subsolo'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-9050817803148750216</id><published>2008-02-21T18:08:00.000-04:00</published><updated>2008-02-21T18:31:21.934-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Receitas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele chega em casa, abre a mochila e tira as compras da feira, o melado, o queijo e se apressa me guardar a manteiga na geladeira, tomando o cuidado de ajeitar o saco plástico para ela ter um formato mais ou menos quadrado quando endurecer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Transtorno obsessivo compulsivo dando sinal de vida!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ignorando a observação, ele fecha a geladeira e vai tirar uma lasca do bolo recém comprado na padaria. Busca uma faca no escorredor e começa a arrumar a louça e as panelas. Tira a frigideira laranja lá do fundo primeiro, seca ela embaixo, onde ainda tem algumas gotinhas. Fica contemplando a frigideira de ferro pesada, a beleza de seu acabamento. Coloca-a no parafuso na parede, acima do fogão, que é seu lugar cativo. Sorri.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Rindo de bobo né? Gostei de ver, limpando a bundinha, me sinto quase um bebê.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu gosto de cuidar de você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- É, tô vendo. Mas podia demonstrar mais consideração, fazendo comigo algo menos comum que um macarrão alho e óleo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Nossa que isso, tudo que cozinho em você é especial pra mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- “Tudo que eu cozinho em você é especial pra mim!” Que meigo! Mas então FAÇA! Usa direito o que é teu! Cadê o camarão que você prometeu?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Camarão ainda tá caro. E mês passado eu fiz um quilo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Que tava quase vencendo! Sorte sua não ter tido uma caganeira!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Olha quando for hora eu faço algo bem legal em você tá bom?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ah sei! Só porque tá na subsistência não quer cozinhar. Se fosse pra impressionar mulher você fazia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Calma lá, não é pra qualquer uma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ah tá, não me esqueci. Só se ela der pra você né?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Com certeza. Melhor elogio ao gourmet é um boquete na sobremesa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Escroto!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Já que nesse local está armazenado meu banco genético de futuros, vou traduzir isso como se fosse um elogio, um novo termo para criativo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Você nem sabe fazer piada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Mas sei fazer posta de atum ao shoyu com &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;cream&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;cheese&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ah tá bom! Repete bastante que você acredita! Cala a boca, nem aprendeu que não se usa garfo comigo! Esse revestimento aqui não é falso que nem sua perícia na cozinha, ele estraga! Tem de saber cuidar!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Desculpa, me atrapalhei ontem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Isso, vai tratando como se fosse a topa-tudo do cabo quebrado, vai. Essa você abusa, joga num canto deixa com óleo, casca queimada e ela ainda agradece a atenção. Não considera. Não é porque faz fritura que é facinha!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Mas meu deus, é uma questão de praticidade! Uma pras leves outra pras pesadas!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Isso, trata o afeto com praticidade pra ver o que é bom! Valoriza cara, valoriza!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Meu amor é prático mas é amor tá? É sincero.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Tudo bem, tudo bem... Eu sei, vou me contentar. Nativo de Galo é foda mesmo, muito chato.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- E nativas, então, nem se fala.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Calado. Você nem lembra quando sua mãe me deu pra ti.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Depois eu ligo e pergunto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Nem precisa. Come seu bolo, toma seu chá, vai dormir, faz melhor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Se eu soubesse que a astrologia chinesa ia te fazer mal, nunca teria feito aquele frango ao chop suey... Mas tudo bem, até o fim do mês um coq au vin vai consertar tudo isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ah, não me enoja, pára de ser vulgar!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;----------------------------------------------------***-------------------------------------------------&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Posta de atum ao shoyu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;02 postas de atum cru&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;250 ml de molho shoyu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Cream&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;cheese&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Alcaparras&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Faça o atum na frigideira, com shoyu em vez de óleo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se quiser, tampe a frigideira para ir mais rápido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando as postas ficarem prontas, cubra cada uma com uma camada de &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;cream&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;cheese&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Salpique alcaparras a gosto por cima.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-9050817803148750216?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/9050817803148750216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=9050817803148750216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/9050817803148750216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/9050817803148750216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/02/ele-chega-em-casa-abre-mochila-e-tira.html' title=''/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-859266559094567802</id><published>2008-02-20T17:34:00.000-04:00</published><updated>2008-02-21T18:36:40.403-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Receitas'/><title type='text'>Chapa-te de abacate</title><content type='html'>Uma receita interessante passada pelo Carlos, na época que teve de reformar a casa onde morou em troca dos aluguéis atrasados, e cozinhava numa clareira de mato ao lado dela, era um chapate de abacate, quase um bolinho, por conta da grossura. Chapate geralmente é só farinha de trigo ou integral, água e sal, e um fio de óleo se você quiser. Mistura-se tudo até ficar consistente e deixar de grudar na mão. Prepara-se em uma frigideira ou panela baixa, sem óleo.&lt;br /&gt;O abacate já tem óleo até demais, então você só vai precisar de água para dar a consistência da massa, além do sal. Se quiser, pode acrescentar um pouco de suco de limão no abacate antes de misturar com a farinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí é só servir. Com café ou com suco cai bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-859266559094567802?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/859266559094567802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=859266559094567802' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/859266559094567802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/859266559094567802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/02/chapa-te-de-abacate.html' title='Chapa-te de abacate'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-243706103656087948</id><published>2008-02-19T16:48:00.000-04:00</published><updated>2008-02-19T17:04:29.293-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sambas'/><title type='text'>Reforma</title><content type='html'>Bem, tava precisando de uma mudança de ares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começar um sambinha descompromissado.&lt;br /&gt;Nada muito rápido, leia  com uma melodia tradicional na cabeça,&lt;br /&gt;entre Martinho da Vila e Paulinho da viola, sem pretensões, sem medos, sem metas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indiazinha universitária,&lt;br /&gt;Dançando tão bela&lt;br /&gt;Gingando, sorrindo.&lt;br /&gt;Daquela festa ela&lt;br /&gt;Estava fugindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei-te de novo&lt;br /&gt;Na faculdade&lt;br /&gt;No meio do povo&lt;br /&gt;Falamos até tarde.&lt;br /&gt;Um beijo tão doce,&lt;br /&gt;Dissipando a tristeza.&lt;br /&gt;Caminhamos até sua casa&lt;br /&gt;Sentamos á beira da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela sala você mudou de idéia.&lt;br /&gt;Disse que era engano,&lt;br /&gt;Seja meu amigo.&lt;br /&gt;Minha beata virou atéia,&lt;br /&gt;Atrás do pano&lt;br /&gt;Sozinha, no sofá dormindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem malandragem,&lt;br /&gt;Sem afeto.&lt;br /&gt;No seu pé tatuagem,&lt;br /&gt;Deixei em projeto.&lt;br /&gt;Dia seguinte,&lt;br /&gt;Cama arrumada.&lt;br /&gt;Aluno ouvinte,&lt;br /&gt;Tese rejeitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou,&lt;br /&gt;Eu me formei.&lt;br /&gt;Uma pós calhou&lt;br /&gt;E te encontrei.&lt;br /&gt;Você me cumprimentou,&lt;br /&gt;Eu rejeitei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Á distância sem jeito&lt;br /&gt;Esboçaste um abraço.&lt;br /&gt;Não, nada feito,&lt;br /&gt;Se já passou, eu passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo esfriar&lt;br /&gt;Tua espontaneidade&lt;br /&gt;Podes culpar&lt;br /&gt;Minha personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não guardo rancor,&lt;br /&gt;Daquele dia aziago.&lt;br /&gt;Reconheço o valor&lt;br /&gt;De um remédio amargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia seguinte,&lt;br /&gt;Cama arrumada.&lt;br /&gt;Aluno ouvinte,&lt;br /&gt;Tese rejeitada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-243706103656087948?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/243706103656087948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=243706103656087948' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/243706103656087948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/243706103656087948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/02/reforma.html' title='Reforma'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-7119658005099869983</id><published>2008-02-15T17:08:00.000-04:00</published><updated>2008-02-19T17:05:23.965-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Távola dos melancólicos'/><title type='text'></title><content type='html'>E você, como reiterado contrário, de pijama e mascando chiclete gasto, assombra minha manhã sendo um par agridoce em um romance improvável. Seu olhar de predador permanece aceso, do alto de seu cansaço de seguidas noites em bancos de ônibus, ou de uma jornada proveitosa pelo inconsciente dos homens. Teimosa, se aproxima da beirada da cama e senta como se estivesse contrariada por fazê-lo, seus lábios sustentam uma eterna promessa de sorriso não concretizada. Nosso diálogo simplesmente está ali, sem começo nem fim, apenas ritmo conduzindo uma lânguida e sinistra capoeira, evocada pelo excesso de branco algodão, lençol e moletom. Em nosso aconchego descubro o fator comum entre tempo, gravidade e uma conversa: o beijo. Dentro daquele sólido sinto seu chiclete sem gosto fazendo malabarismo, tentando passar pra minha boca.&lt;br /&gt;Só quando acordo a lembrança de nunca ter dividido goma com outra boca se instala. Assim como jamais, jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá, você retorna á penumbra, descendo devagar em um vasto tacho de óleo fervente. Suas roupas deslizaram para ás sombras, como tiras de serpentes voadoras. O cabelo curto espeta a curva do ombro quando seu rosto olha por cima, desaparecendo em silêncio no sibilo monocórdio do azeite imperturbável. Até restar só a superfície de um sussurro homogêneo, imiscível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma manhã com um suspiro dúbio na mesa do café. Existem ironias e existem paradoxos. Mas melodrama nunca deixa de ser popular na tela da vida interior. Principalmente os bem feitos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-7119658005099869983?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/7119658005099869983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=7119658005099869983' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7119658005099869983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7119658005099869983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/02/e-voc-como-reiterado-contrrio-de-pijama.html' title=''/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-4925832882562505197</id><published>2008-02-11T09:49:00.000-04:00</published><updated>2008-02-19T17:22:45.092-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Críticas'/><title type='text'>Uma análise posterior</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Prosa de uma paixão&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Uma linha reta cortando o espaço, naufragada de inumeráveis planos e nós agarrados a ela, com infinitas facas, fincadas nos pescoços dos dragões e me beijas, o ar lento eviscera flores selvagens do sorriso cálido, a banhar abismos vários, das faces que visto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Sinta. Meu vôo é negro sobre os azuis, brilhando nos botões de almas ainda não abertos. Falésias raiadas rasgam-se nos ossos fundos dos gigantescos gestos, semeados na amplidão de flores vastas, dançarinas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Meu bebê é um coração cálido aninhado no peito, imenso templo de fluido metal róseo, quente se faz vulcânica pena do penacho da ave fogo, a aquecer este ovo negro, por ela posto e nele imersa. O olho púrpuro na treva orgânica das palavras mágicas, do coral atômico de tuas células.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Eu sou longo como o instante da carícia e amplo como olhos que se tocam, nas almas cruas que se beijam, ao cair oceânicas na lágrima de alegria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;Quando releio esse meu delírio platônico, voyeurístico e auto-acariciante de meus dezenove anos de idade penso em metal melódico, emotividade, na poesia de botequim e como tudo isso ainda tem um assustador apelo e público consumidor até hoje. Um título mais apropriado seria Prosa de uma Masturbação, um panfleto adequado a um banheiro onde se realizaria enquanto arte laxativa, trazendo a tona o melhor de nosso mundo interior, o alívio de se desvencilhar daquilo que não mais nos é necessário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;Pais e mães, se seu filho adolescente está ficando muito interiorizado, reflexivo, demasiado devaneante, leve a sério, cuide. Não o deixe emostar demais. Façam uma boa e velha viagem: Colômbia, Namíbia, Coréia do Norte, ou ao menos, uma montanha russa, Simba Safári á pé, rapel em cachoeiras, canoagem, atividades felizes como essas. Isso tem que ser tratado como um canal dentário, meticulosamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:';color:#000000;"&gt;Faça qualquer coisa, pra não ter de recorrer á quimioterapia quando for tarde demais. A febre do devaneio, quando se instala, demora décadas para ir embora. Acredite será bem melhor para seu filho não acordar de madrugada sonhando namorar alguém que o despreza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-4925832882562505197?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/4925832882562505197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=4925832882562505197' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/4925832882562505197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/4925832882562505197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2008/02/uma-anlise-posterior.html' title='Uma análise posterior'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-2980988469223074049</id><published>2007-07-20T20:46:00.000-04:00</published><updated>2008-02-19T17:22:12.100-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa de guardanapo'/><title type='text'>Utopia Portátil</title><content type='html'>O pequeno universo de uma mochila, seus deuses de pano, sua lógica de correias e zíperes. Um ser que vive mesmo murcho e cuja obesidade faz dançar na Terra a geografia de um indivíduo. Um organismo em simbiose que precisa do bípede para mover-se por aí, em troca de carregar suas peles, seus sonhos, seus mantimentos. Uma ferramenta que se desdobra para dentro e para fora do mundo.&lt;br /&gt;Um vazio que chama a viagem, chama o vazio da xícara, o oco da casa, da barraca, deste ônibus, o vão do sapato, a fôrma das calças, o éter dos telefonemas, a câmara das conversas, o escuro dos olhos, o branco do papel.&lt;br /&gt;A mochila no bagageiro, como um cão triste esperando a volta do dono. No banco de passageiros vazio, como um gato pedindo cafuné. Semi-esvaziada em um canto da estadia, tal ídolo antigo, aceitando oferendas, distribuindo bênçãos.&lt;br /&gt;Lagarta de carne rarefeita, roendo uma folha esvoaçante. Fruta única de árvore sem raízes. Da poeira do quarto para a poeira da estrada. Última lágrima do alento de um sonho, afinal derramada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-2980988469223074049?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/2980988469223074049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=2980988469223074049' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/2980988469223074049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/2980988469223074049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2007/07/utopia-porttil.html' title='Utopia Portátil'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-4696039334141593377</id><published>2007-06-05T00:04:00.000-04:00</published><updated>2008-02-19T17:23:55.562-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Távola dos melancólicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Vigora</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vigência de um vício em insone lâmina transparente,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Tão rente á pele microbiótica&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Certeza negada e outra vez deferida...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eco em forma de vácuo emoldura tua piedade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vive visível vício?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Carne cortada, pústulas à venda,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Todo sangue escorrido e agora só essa luz elétrica fala por ti,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Com a dor amena de amanhecer...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Agudo pleito de plágio braquicárdio!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-4696039334141593377?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/4696039334141593377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=4696039334141593377' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/4696039334141593377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/4696039334141593377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2007/06/vigora.html' title='Vigora'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-4642812002735130020</id><published>2007-06-04T23:59:00.000-04:00</published><updated>2008-02-19T17:23:24.281-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Távola dos melancólicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Cacos no chão</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Arranquei,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Da minha imagem&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O coração,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Reflexo parasitado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Um asseado verme&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sorriu-me&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Óxidos de outras eras.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Era ele mais&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma corda&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Que toava,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Na minha alcova vil,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Lambendo as vestes&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Das considerações reclusas?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;No salão&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Um pingo&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Reverbera,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Compondo pavilhões,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;No som&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Da senil linha&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Reta.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Aquele,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Outro em minha&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Arcada,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Reflete os&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vultos assoberbados&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Frente à máscara,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Portal da vida&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Dentes,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Espelhos,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Sem saída.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-4642812002735130020?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/4642812002735130020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=4642812002735130020' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/4642812002735130020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/4642812002735130020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2007/06/cacos-no-cho.html' title='Cacos no chão'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-1196891619861436095</id><published>2007-05-16T14:51:00.000-04:00</published><updated>2008-02-19T17:24:38.654-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Palhaço</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;Como&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;Uma pedra, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;Corto &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;O laço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;Velho &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;Padre&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;Caço,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;Com a&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;Seda,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;O traço,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;De vinténs&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;O maço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;A visão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;Neblina,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;De quem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;A risca&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;Com &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;Aço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;Risível&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;Gesto &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;De quem &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;Pisca,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;E se &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;Lança&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;No&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 200%"&gt;&lt;span style="font-family:'Palatino Linotype';"&gt;Espaço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-1196891619861436095?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/1196891619861436095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=1196891619861436095' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/1196891619861436095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/1196891619861436095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2007/05/palhao.html' title='Palhaço'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-5098221468972025108</id><published>2007-05-16T14:25:00.000-04:00</published><updated>2008-02-19T17:25:23.854-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Sou uma sentença</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Sou uma sentença.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Sólida,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Sorumbática,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Caminhando de folha em folha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Deixo minhas pegadas de tinta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;E não tenho pressa,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Tenho sono...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Vou dormir em outra mente,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Aqui o aluguel está caro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Não lavam esse &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Sangue-borrão &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;De onde me sento,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Mas me alimentam bem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Letras gordas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Morrem gritando como porcos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Para me serem servidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;É gentil o senhorio,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Nesta casa cheia de pó,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Tantas frases mofam &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Nos corredores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Expressões mumificadas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Cadáveres de histórias ressecadas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Amontoam-se nos quartos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Ou então dormem nas infinitas pilhas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;De papel em branco,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Roídas de ratos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Compostos de lápis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Os coloridos sempre riem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Pelo menos assim parece.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Sim sou sua sentença,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Já vou indo agora,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Tenho sede&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;E as folhas são secas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Mesmo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Sempre vivas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Solilóquio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Com o papel,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Só se é louco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Disso não há &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Dívida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Courier;"&gt;Duvida?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-5098221468972025108?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/5098221468972025108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=5098221468972025108' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5098221468972025108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/5098221468972025108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2007/05/sou-uma-sentena.html' title='Sou uma sentença'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-2821881592824934907</id><published>2007-05-16T14:18:00.000-04:00</published><updated>2008-02-19T17:26:40.714-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Távola dos melancólicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Sono</title><content type='html'>Sono, eu vejo assassinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sono, eu os vejo pequeninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sono, as imagens afogadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No pulsar das facas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na queda pulsante,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos corpos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das lâminas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das línguas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vasta onda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esfola a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma, a maré afasta o solo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gota à gota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somo psicóticos sim,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chacinados carvões!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois olhos se erguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um corpo, uma miríade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De afiados metais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada retalho é&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflexo do ser som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma multidão de rostos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De gozos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na infinidade das dimensões,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos deuses pessoais a carne,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cacos de aço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ri e rima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-2821881592824934907?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/2821881592824934907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=2821881592824934907' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/2821881592824934907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/2821881592824934907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2007/05/sono.html' title='Sono'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-7233544131763635813</id><published>2007-05-16T14:14:00.000-04:00</published><updated>2008-02-19T17:27:10.013-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa de guardanapo'/><title type='text'>Mentes na Rodovia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Siga a estrada de espelhos, cortante, sem saída. O sangue de uma era dorme com você, em seu carro de ferro. Carona Azul é o ar condicionado, um pacote de carne e estilo, na dose certa pra te satisfazer. Agulhas de gasolina chacoalham lá atrás, aquelas com que estico o mapa de couro e suas rodovias cicatrizes, recheadas de um ouro cinza que já confundem com chumbo, após tantos fogos andarilhos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não espero mais que o olhar baço do horizonte, dormindo ao volante ao me ver, incessantemente vindo em sua direção. Ele lacrimeja, lacrimeja, enfim dorme, e fica mais atento. Sua&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;inconsciência é precisa, fria, racional e tudo esvazia com sua presença.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Repercute em meu gosto essa espera da luz sem rumo, dispersa demais para ser minha amiga, onipresente professora de sorriso irônico e lábios amontoados de lã.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;É este o lar do vento irmão eco, que agora se senta ao meu lado desdenhosamente mortificado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;É aqui que atropelo quem toca os genitais de minha alma em busca de abrigo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Onde o asfalto estala unhas tetraplégicas, incrivelmente asseadas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Local que jamais o será novamente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Espaço endócrino-gástrico-intestinal.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na hora certa em que vais a merda,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Musa filha-da-puta.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-7233544131763635813?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/7233544131763635813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=7233544131763635813' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7233544131763635813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/7233544131763635813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2007/05/mentes-na-rodovia.html' title='Mentes na Rodovia'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-8634391971239780030</id><published>2007-05-09T00:39:00.000-04:00</published><updated>2008-02-19T17:28:00.988-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Távola dos melancólicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa de guardanapo'/><title type='text'>Sem sonhar se irrita</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Não há sonhos na manhã deste dia. Não existem sonhos visitando a catedral. O pragmatismo lhes retirou todo fluido e o escorreu entre os dedos, em uma camisa molhada de suor e metais engraxa o cavalo a vapor.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Poderia ser o álcool, essa leve angústia, moléculas egoístas não abrem espaço para visitas. Mas são lápis desarmados em dedos grossos, densos demais para o piano, vastos para as cordas de violão, desajeitados entre as placas de circuitos, retângulos dentuços de polímero, cobre e outros metais pequeninos, nossas presas, com as quais queremos morder e mastigar o mundo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Dedos grossos manipulam o mundo através da alavanca do próprio sexo. Terminam velhos e úmidos, recobertos de tempo recendendo á mágoa. Da gordura das horas se faz o sabão que lava a sépia dos sonhos de debaixo das unhas dos dedos calejados de procurar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-8634391971239780030?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/8634391971239780030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=8634391971239780030' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/8634391971239780030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/8634391971239780030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2007/05/sem-sonhar-se-irrita.html' title='Sem sonhar se irrita'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-4531411014723631929</id><published>2007-05-05T13:09:00.000-04:00</published><updated>2008-02-19T17:28:29.407-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Manhã Sem Café</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu sangue carcomido,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O sexo exacerbado,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Reveste de sentido,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A ferida no estofado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O polegar, esse exegeta,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Toca um fluido ignorado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Corre limpa desinfeta,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Crítico, o tédio está sentado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Espalha veneno&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma xícara vazia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na mesa polida peno,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Um foco amargo ia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ser ameno, ser simpático.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ignorar as pessoas,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo sorrindo, pragmático.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Até quando lhe entoam loas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na garrafa, sem aroma,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não há gente, não há fé.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O amargor de existir assoma&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na sólida manhã sem café.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Demian Machado&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-4531411014723631929?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/4531411014723631929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=4531411014723631929' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/4531411014723631929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/4531411014723631929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2007/05/manh-sem-caf.html' title='Manhã Sem Café'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-6518919664812739021</id><published>2007-05-04T13:29:00.000-04:00</published><updated>2008-02-19T17:29:15.079-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Colegas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Transtornados, os amigos cantinflam,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O tempo comeu seu quinhão de paciência.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Senso de humor é exclusividade interna, &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;De clubes onde se colecionam olhares.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E o pitoresco é o verniz da moda.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas não comente tá bom?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Narrativas não vêem á luz parara serem&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Atrapalhadas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Há cronogramas a serem seguidos,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Regimentos pessoais de consciência&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Cartilham o melhor lucro entre duas sombras.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O cinza é só processo pra ficar na nostalgia,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Numa lembrança fotográfica ou&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Reminiscência agridoce.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Séculos de carinhos esquecidos&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Estufam almofadas e ventam nos sorrisos,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Soltos só entre lençóis, mudos confidentes.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Auxiliares de direção desse teatro de&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Angústias brocadas com alegrias centopéias,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Leves, leves, vão pisando o coração.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;No ventre pousaram as mariposas do desdém&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sobram vazios gélidos entre pessoas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Lâmpadas fluorescentes da arquitetura&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Humana.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Conduta, conduíte e contato. O edifício está pronto.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Em cada pavimento a estética de&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vidas em comum&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Esticam-se até o horizonte.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Demiam Machado&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-6518919664812739021?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/6518919664812739021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=6518919664812739021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/6518919664812739021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/6518919664812739021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2007/05/colegas.html' title='Colegas'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4138039096542190100.post-3862778387051456508</id><published>2007-05-04T13:25:00.000-04:00</published><updated>2007-12-18T17:45:53.051-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa'/><title type='text'>Cinema Rodízio</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ele acordou antes dos outros. Eram quatro e quarenta e nove da manhã e os onze minutos restantes apagaram a lembrança dos sonhos. Levantou-se e a madrugada de Porto Alegre ainda de pé sussurrava atrás do vidro do sexto andar. Foi tomar um banho frio. Após, nu e seco, sentou-se em lótus respirou fundo e tentou alcançar os outros. Todos dormiam e seus sonhos eram como cenas chuviscadas dentro de bolas de gude. Visualizou sua mão se erguendo e abriu os dedos imaginados. As esferas se aproximaram e ele foi puxado para entre elas, como se houvesse uma súbita gravidade. O truque exclusivo começou a funcionar e ele viu o futuro próximo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;São Paulo estava de pé lendo as notícias, Rio ainda nadava nos sonhos confusos da embriaguez no meio da semana, Brasília já seguia no trânsito rumo ao emprego ganho em concurso, Curitiba estava se despedindo da esposa. Natal estava no ônibus indo pra escola. E ele conversava com a colega do jornal no horário do almoço, e só ela existia naquele momento. Tentou adiantar mais as cenas. Uma mulher no apartamento em frente subia numa cadeira para arrumar uma lâmpada e em uma grande praça, o Rio conversava com alguém, mas essa pessoa era apenas um borrão escuro. Porto Alegre caiu subitamente em si mesmo, era manhã recém chegada e já estava vendo tudo de fora. São Paulo o observava da mesa do café, o ar levemente contrariado que Porto tinha na cara, sempre que algum de seus interesses era frustrado. Desde menino a mesma cara birrenta.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;São Paulo olhava seus outros eus com mais distanciamento, como se todos fossem pueris. Ás vezes ele, e conseqüentemente os outros, pensava se seria por ser mais velho. Curitiba tinha um ano a menos e era o único casado, mas a estabilidade amorosa e um filho de quatro anos não o tornou menos despreocupado com a vida, talvez tudo lhe parecesse muito fácil, e aos trinta e sete tinha chegado ao apogeu. As impressões de cada um a respeito de si mesmo nunca eram claras aos outros.&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;Era evidente, porém a facilidade de se existir ao mesmo tempo em tantas cidades, e conseguir segurar a barra dos seus outros eus, garantindo um emprego na empresa de um conhecido de outro estado, ou através de um empréstimo se fosse o caso.&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Mas a parte financeira da vida em comum estava resolvida, até havia um estágio esperando Natal, quando ele quisesse. Agora valia mais curtir a vida multifacetada, usando a metáfora do Rio de Janeiro, um constante entrar e sair de salas de cinema, que assistiam a si mesmas. Um impulso, um devaneio e se estava no outro. Uma dúvida em Brasília, e Curitiba dava a dica. Porto Alegre lia um livro, Natal já não tinha mais dúvidas na escola. São Paulo assistia ao filme, Rio de Janeiro fazia a resenha sentado no bar, e já recomendava pros amigos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ao mesmo tempo podiam permanecer horas sozinhas consigo, embora depois de algum tempo esses momentos se integrassem à memória daquele coletivo de um homem só. &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Quando pensavam nessa definição visualizavam um ônibus praticamente vazio, onde todos eram os únicos passageiros. Estranhamente nunca conseguiam ver o motorista...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O Rio de Janeiro teve de subir a serra certa vez. Foi um mês depois da madrugada mal dormida de Porto Alegre. Era um encontro de estudantes em Juiz de Fora. Brasília Aproveitava as horas ociosas do trabalho para secar as jovens universitárias, São Paulo prestava atenção nas conversas em busca de uma nova pauta, Natal olhava também as moças, Curitiba prestava atenção na arquitetura da federal. Então na tarde do segundo dia quando Rio de Janeiro caminhava no campus, naquele momento que ser permitia ficar sozinho, depois de curada a ressaca, quando afastava ou outros e admirava a paisagem introspectivo, sentiu mais um. De tão surpreso nem conseguiu avisar os outros, quando tentou percebeu que não adiantava. Seu até então desconhecido novo eu parecia bloquear as outras cidades. E ele sempre achou que Juiz de Fora não teria tanta influência.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ele se aproximou sem pressa, deixando suas memórias fluírem para o Rio de Janeiro. Eram lembranças sem um denominador comum, lacunas familiares numa vida compartilhada, decoração ambiente despercebida ao longo dos anos. O professor universitário era o mais velho, mas como todos eles, aparentava menos. Sessenta e quatro anos... Para o Rio de Janeiro parecia uma realidade distante.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O professor sentou-se ao lado dele, saudando sem um aperto de mãos. Tal gesto forçaria um retorno à coletividade:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Você pode não viver tanto quanto eu, sabia? Nenhum de vocês, nós, podemos. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- É, hã, porque nós, eu, puxa...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- confunde esse novo tipo de separação de agora né? Parece que não vai ter volta.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Nem fale nisso! É muito esquisito.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Mas vocês já sabiam no fundo que faltava algo. Já partilhei vários sonhos com vocês.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- É verdade, tô lembrando de relances... Mas porque você não está conosco, quer dizer...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Deve ser o tumor. Diagnóstico de câncer cerebral. Começou quando Natal fez um ano. Você tinha Dez. Mas eu prefiro achar que é uma questão de sentimento, sabe? Sou mais emotivo que os outros, eles foram ficando muito frios com a idade. Você tá seguindo nesse rumo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Não, sou assim...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Eu sei, de vez em quando não é mesmo. Você ainda idealiza a alma gêmea. É romântico como eu. Já achou ela? &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Ah não sei, tem uma amiga minha, mas não tenho certeza.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Procure ter.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Tá, só um minuto. A gente vai morrer por conta do seu câncer? Como você ficou vivo todo esse tempo?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Vai saber? Não me preocupo com isso, depois de ter sido desenganado já vivi muito. Só sei que o tumor está lá por conta da cegueira de vocês. Estou em todos, mas sou só um ruído de fundo. É interessante, ter a ilusão de que sou autônomo. Eu gosto da sua metáfora, me sinto o lanterninha, ou o projetista.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- quando foi a última vez que nos reunimos todos?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Olha, foi naquela festa em Belo Horizonte, três anos atrás, mas vocês não me notaram. Estavam na mesma sintonia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Mas teve um antes disso, posso sentir.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Sim, mas você tinha só doze anos, ainda não tinha acordado para nós.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- E como foi esse encontro?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Puro Onanismo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Hã?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Nem queira saber. Você teve pesadelos não se lembra?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- É eu sei. Só não consigo definir a sensação. Mas deixe. Porque tenho de ter certeza sobre ela?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Você precisa achar sua Rita de Cássia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Então ela não é lenda. Nosso reflexo, aquela que também é múltipla. Mas por que eu preciso?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Pra aproveitar enquanto é tempo, curtir essa felicidade. Mas principalmente, porque em uma existência como a nossa quem morre primeiro leva todos. Vale pra elas também. Cada um de nós tem se encaminhado para sua contraparte, menos Porto Alegre, o mais egoísta. Ele tem ignorado a professora de piano, apesar de ela morar no apartamento em frente do outro lado da avenida. Ela está muito depressiva, viver com quatro felinos não é suficiente, o voyeurismo não basta, ela está muito só. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Porque você não escreve pra Porto, assim como faz com ela?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Já fiz isso. Ele não dá importância. Acho que ele quer ter vida própria.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Você não pode ocupar o lugar dele?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Não é assim simples, não se pode substituir uma peça do quebra-cabeça. Já tenho alguém aqui. Você deve estar vendo ela agora.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Sim, a imagem está vindo... Hum, aluna sua hein?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Do mestrado. Bom, o que importa é o seguinte, se a Rita de Porto morrer, ela leva a de Juiz de fora com ela, assim como quem quer que seja aquela que seria ideal pra você. Se eu ficar sozinho a essa altura da vida, não terei mais motivo pra viver. Desânimo acaba com a imunidade...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Entendi. Mas sabe, você é muito determinista. Apesar de todo esse tempo de vida não temos certeza de nada, eu encontrar você é uma prova disso. Acho que você tem medo, isso é normal. Mas não esperávamos que Natal entrasse no jogo. Quem sabe se ele não veio pra te substituir? Afinal o mais isolado de nós é você... Desculpe o mau jeito, mas é a verdade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Tudo bem. Não tenho tido muitas expectativas quanto a nós ultimamente. Você pode estar certo. De qualquer forma, fique atento, quando você encontrar quem lhe corresponde, haverá uma pista. Um perfume, um tremor. Aguarde.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- OK, pode deixar. Foi um prazer conhecê-lo. Podíamos nos encontrar mais vezes.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- É, quem sabe no futuro.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Juiz de fora foi se afastando. Ainda ia demorar um tempo até aquele episódio pertencer a todas as cidades que somos nós. Mas um efeito colateral interessante daquela aura de individualidade de Juiz de Fora foi que o Rio de Janeiro se viu no lugar de Porto Alegre e percebeu neste uma revolta fria contra tudo aquilo que lhe era imposto previamente, como as leis da natureza ou o simples fato de estar vivo daquele jeito compartilhado. Um sentimento adolescente que tinha sobrevivido até os trinta e três anos de seu eu gaúcho. Como se houvesse um mundo a subjugar aos pés. O Rio de Janeiro soltou um longo suspiro, decepcionado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Nunca tinha se sentido tão imaturo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Demian Machado&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4138039096542190100-3862778387051456508?l=conduite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conduite.blogspot.com/feeds/3862778387051456508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4138039096542190100&amp;postID=3862778387051456508' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/3862778387051456508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4138039096542190100/posts/default/3862778387051456508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conduite.blogspot.com/2007/05/cinema-rodzio.html' title='Cinema Rodízio'/><author><name>Demian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07983172065242336242</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_PMj2kr2hTQw/R6oxAcOSFLI/AAAAAAAAAAM/Y83Bmc-13wU/S220/EuPB.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
